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Trabalhadores (as) da EBSERH entram em greve a partir desta quarta-feira, 21

  • Ebserh

20/09/2022 – Empregados(as) da EBSERH entram em greve nacionalmente a partir da zero hora desta quarta-feira, 21/09. Na Bahia, a sociedade e os gestores das duas unidades hospitalares onde a Empresa atua (Complexo HUPES/Hospital das Clínicas e Maternidade Climério de Oliveira) já foram informados da decisão soberana da categoria aprovada em assembleia convocada pelo SINTSEF-BA na última quarta-feira, 14.

A decisão pela greve ocorreu, principalmente, em relação aos acordos coletivos de trabalho de 2021/2022 e 2022/2023, cuja composição da data-base segue sem proposta concreta para recomposição salarial e celebração de acordo coletivo de trabalho. Outro fator decisivo foi o descumprimento do acordo homologado perante o Tribunal Superior do Trabalho (em especial em relação à cláusula de abono).


Os trabalhadores denunciam a intransigência das negociações com a atual gestão da EBSERH. A  “proposta” dos gestores passou de reajuste zero, no início, para, no ápice da pandemia COVID 19, o aviso de que, para promover algum tipo de reajuste, seria necessário retirar direitos.

“A greve é o último recurso que dispomos para manifestar nossa insatisfação pelo não atendimento de nossas reivindicações: é a maneira que nos resta de pressionar por avanços nas negociações que estão emperradas há anos”, avisa Alessandro Cerqueira, Coordenador de Políticas Públicas do SINTSEF-BA e trabalhador da EBSERH.

Além dessa pauta oficial, outros temas adjacentes, embora igualmente importantes, como a luta pelo Piso Salarial da Enfermagem, também deverão ser lembrados durante o movimento paredista. O Congresso aprovou e o governo sancionou o piso, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a medida, sob alegação de não ter sido apontada a fonte de verbas para o pagamento.

Para os trabalhadores e trabalhadoras da EBSERH, não resta outro caminho. Eles já garantiram que os serviços essenciais serão mantidos, mas a greve promete ser intensa: “Percebemos que somos essenciais para a SOCIEDADE, mas somos invisíveis para o GOVERNO”, advertem.

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