Os(as) trabalhadores(as) da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) na Bahia rejeitaram a nova proposta da empresa e decidiram pela continuidade da greve nacional do setor, iniciada em 30/03. Assembleias realizadas em 14 estados, incluindo a Bahia, julgaram insuficientes as mudanças propostas pela empresa, preferindo esperar por novos desdobramentos do movimento paredista.
Ontem, trabalhadores e empresa, além de representantes da Condsef/Fenadsef compareceram a uma reunião bilateral de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), onde foi apresentada o que a empresa chamou de “proposta econômica final”, que inclui:
● 100% do INPC do período de junho/2025 a maio/2026 sobre a remuneração e incidentes sobre as cláusulas sociais com repercussão econômica, a partir da próxima data-base (1º de junho de 2026) [o índice anteriormente oferecido era de 80%];
● Cláusulas sociais, conforme negociado entre as partes ao longo da mediação;
● Não-desconto dos dias parados e não aplicação de penalidades aos trabalhadores que aderiram à greve.
A Condsef/Fenadsef expressou a opinião de que essa proposta ainda continua sendo INSUFICIENTE uma vez que a greve é justamente por ganho real de salário. Se fosse para ter apenas a reposição inflacionária, poderíamos negociar sem pressa até junho; não haveria esse limite do defeso eleitoral. Em consequência, a Condsef/Fenadsef propôs que a empresa voltasse a articular com outras esferas governamentais para melhorar ainda essa proposta de modo a apresentar um índice que tenha condições de ser aceito pela categoria.
A resposta dos estados será comunicada oficialmente ao TST e agora os(as) trabalhadores(as) aguardarão os novos desdobramentos, para saber se a Empresa oferecerá uma outra proposta ou protocolará um processo de dissídio coletivo. Elton Leonardo Oliveira, Coordenador de Políticas Públicas do SINTSEF-BA e membro da Comissão de Negociação da Condsef/Fenadsef, afirmou:
“Não queremos dissídio, mas avanço nas negociações”
A greve é resultado de uma série de reivindicações já apresentadas à gestão e que, até o momento, não foram atendidas de forma satisfatória. Entre os principais pontos da pauta estão a melhoria das condições de trabalho, a valorização profissional, além da recomposição e reajuste salarial.
