Pular para o conteúdo

Golpe de 1964: lembrar para jamais repetir

  • Governo

No dia 31 de março de 1964, instaurava-se o golpe militar no Brasil, que durou 21 anos. De triste memória, a data ficou marcada por inaugurar um período de violação da democracia pelas Forças Armadas e a ascensão de um regime de terror que instituiu o crime como ação legitimada pelo Estado, na forma de perseguição, sequestro, prisões arbitrárias, tortura física e psicológica e o assassinato e desaparecimento forçado de adversários políticos.

Enquanto, nos dias de hoje, a extrema direita bolsonarista e seus apoiadores celebram o aniversário de toda essa infâmia e ainda clamam estupidamente por uma nova intervenção militar, entidades e parlamentares progressistas de esquerda, ao lado de representantes organizados da sociedade civil, permanecem na luta pela punição dos crimes cometidos pelos ditadores e seus lacaios. Querem com isso honrar a memória dos mortos, desaparecidos e seus familiares, recontando a história de luta desses trabalhadores e trabalhadoras que sucumbiram.

As organizações sindicais e centrais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) foram as primeiras a serem atingidas pelo golpe, porque eram (e ainda o são) fortes e organizadas. Além das atrocidades, o golpe trouxe arrocho salarial e o fim da estabilidade no emprego e esses retrocessos que ainda hoje permanecem encravados na sociedade.


A ditadura militar não salvou o Brasil, como vozes mentirosas insistem em dizer até hoje. Pelo contrário: assassinou cidadãos e cidadãs, tomou ilegalmente o poder, vendeu o País para empresas estrangeiras, endividou os cofres públicos com construções megalomaníacas, exerceu sim a corrupção e se escondeu por trás de trâmites sem transparência”. Nada disso era papel das Forças Armadas, criadas para proteger as fronteiras do País.

Hoje é fácil perceber (sobretudo após 2016, quando um outro tipo de golpe destituiu a presidenta democraticamente eleita Dilma Rousseff, e outra tentativa em 08 de janeiro de 2023, que tentou impedir a posse do presidente Lula, tudo para impor uma agenda econômica de supressão das conquistas sociais dos governos petistas), o golpe militar foi uma reação aos avanços progressistas que aconteceram com as reformas de base do governo João Goulart, que buscavam reduzir as desigualdades sociais no Brasil e fortalecer uma economia nacionalista.

O SINTSEF-BA, filiado à CUT e à CONDSEF-FENADSEF, embora fundado em 1989, no alvorecer da redemocratização do país, orgulha-se em ser norteado pelos mesmos princípios de defesa da liberdade, dos valores democráticos, a luta pelo protagonismo da classe trabalhadora e o combate a toda forma de injustiça. Viva a democracia. Ditadura nunca mais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *