Os(as) trabalhadores(as) da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) na Bahia iniciaram, nesta segunda-feira (30), uma greve por tempo indeterminado. O movimento foi aprovado nacionalmente após o impasse nas negociações em torno das cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027 e teve início às 7h desta segunda-feira, 30, e comunicado à empresa, respeitando o prazo legal mínimo de 72 horas de antecedência, conforme estabelece a Lei nº 7.783/1989.
A greve é resultado de uma série de reivindicações já apresentadas à gestão e que, até o momento, não foram atendidas de forma satisfatória. Entre os principais pontos da pauta estão a melhoria das condições de trabalho, a valorização profissional, além da recomposição e reajuste salarial.
Na Bahia, a decisão pela greve foi tomada em Assembleia Geral da categoria, realizada no dia 28 de março, quando os(as) trabalhadores(as) aprovaram o indicativo com ampla maioria dos votos favoráveis, conforme registrado em ata. Na ocasião, também foi definida a data de início do movimento.
Mesmo com a paralisação, o sindicato destaca que os serviços essenciais serão mantidos. Em respeito à legislação vigente e à natureza das atividades hospitalares, o Comando Local de Greve buscará acordo com a administração das unidades para garantir o funcionamento de atendimentos indispensáveis, especialmente nas áreas de urgência, emergência e demais casos inadiáveis.
Na manhã de hoje, em Assembleia presencial no HUPES, Elton Leonardo Oliveira, Coordenador de Políticas Públicas do SINTSEF-BA e membro da Comissão de Negociação da Condsef/Fenadsef, reafirmou que a categoria permanece aberta ao diálogo e à negociação com a Ebserh, com o objetivo de construir uma solução que contemple tanto os direitos dos(as) trabalhadores(as) quanto a continuidade do atendimento à população.
