TRABALHADORES DA EBSERH REIVINDICAM MEDIDAS DE PROTEÇÃO DURANTE A PANDEMIA DO COVID-19

TRABALHADORES DA EBSERH REIVINDICAM MEDIDAS DE PROTEÇÃO DURANTE A PANDEMIA DO COVID-19

30 de março de 2020

30/03/2020 - Empregados da EBSERH solicitaram a mediação do SINTSEF-BA junto à gestão da Empresa no sentido de garantir mais segurança para o desempenho de suas funções durante a pandemia do Coronavirus (COVID-19). Eles defendem que a gestão das duas unidades – MCO e HUPES – que, em cumprimento às medidas de contenção propostas pela Prefeitura de Salvador e Governo do Estado, reavaliem a atual situação dos trabalhadores da EBSERH do quadro Administrativo.

Enquanto trabalhadores de outros setores profissionais da cidade acertadamente já foram dispensados e estão em quarentena em razão da pandemia, aos trabalhadores administrativos da EBSERH, ainda que também expostos ao contágio, não foi destinado o mesmo cuidado. Por conta disso, continuam utilizando transporte público, atuando em unidades hospitalares com grande concentração populacional e desempenhando suas atividades laborais em locais geralmente pouco adequados para barrar a circulação do vírus. Portanto, estão duplamente vulneráveis aos riscos de infecção: tanto no deslocamento para o trabalho quanto na própria unidade, no desempenho de suas atividades profissionais.

Na defesa dos interesses dos trabalhadores, o SINTSEF-BA enviou correspondência à direção do HUPES e do MCO explicando a situação e os riscos de contaminação envolvidos. A sugestão é que os gestores pensem numa estratégia que permita o trabalho em outras modalidades, como o remoto ou até liberação total da carga horária desses trabalhadores no período mínimo de 14 dias, sem prejuízo de sua remuneração. A ideia está de acordo à recente proposta traçada conjuntamente pela CUT e outras nove das maiores centrais sindicais do pais num documento entregue ao Congresso Nacional na última terça-feira, 17.

As centrais querem fomentar jornadas de trabalho com horários de entrada e saída alternativos no período de redução da circulação de pessoas, evitar circulação no transporte público em horários de pico e a própria ideia de home office. Também sugerem que sejam consideradas faltas justificadas aquelas realizadas pelos trabalhadores que não tiverem com quem deixar os filhos de até 12 anos, por conta da suspensão das atividades escolares.

Para o SINTSEF-BA, num momento de exceção como o que estamos vivendo, é fundamental que os gestores estejam dispostos a ouvir os trabalhadores. Sabemos das dificuldades enfrentadas por essas unidades, resultantes da crescente corte nos investimentos públicos e na desatenção do governo para com as demandas do Sistema Único de Saúde.

É preciso preservar a saúde dos trabalhadores reforçando as medidas de contenção de transmissibilidade. A própria EBSERH prevê algumas dessas medidas na Instrução Normativa-SEI n. 1, de 18 de março de 2020. A norma é bem claras em relação aos colaboradores vulneráveis e aos que apresentem sintomas de contágio, mas não é tão específica quando prevê também uma melhor distribuição física da força de trabalho presencial e flexibilização dos horários de início e término da jornada de trabalho e/ou dos intervalos intrajornada.

Caberá aos gestores locais negociarem com os trabalhadores para executar essas normas e garantir a segurança no ambiente de trabalho. Por isso, a categoria sugere um reforço na prevenção, caso a ideia de suspensão da jornada de trabalho não seja acatada, como disponibilizar em quantidade adequada os seguintes materiais/insumos: álcool gel 70%, sabonete líquido, papel toalha, máscaras N95, luvas cirúrgicas e aventais. Pedem também que seja suspensa a necessidade de registro biométrico de ponto, pois o ponto eletrônico representa um local com alta probabilidade de propagação de contaminação.

O desmonte dos serviços públicos, o empobrecimento crescente da população e os elevados índices de desemprego agravam as preocupações pelo avanço do Coronavirus pelo Brasil. Como ser otimista em relação ao futuro com um cenário político-econômico já descontrolado pela desastrosa política econômica do governo Bolsonaro antes mesmo da pandemia? O que esperar do evidente despreparo do presidente e sua equipe?

A hora é de serenidade e diálogo e para tanto o SINTSEF-BA está se colocando à disposição para conversar com os gestores locais e buscar o melhor possível para os trabalhadores nessa conjuntura. Apelamos para a sensibilidade de todos(as) nesse momento de crise e pela atenção às recomendações estaduais e municipais. Só assim superaremos esta crise.



SINTSEF

O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado da Bahia – SINTSEF/BA, foi fundado em 27 de agosto de 1989 e possui como lema ser: um elo de solidariedade e luta


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