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Governo anuncia novo presidente da CONAB

06/01/2022 – O Deputado Estadual pelo Rio Grande do Sul Edegar Pretto (PT) foi anunciado hoje como o novo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). O principal compromisso assumido no discurso de posse foi o de restabelecer o papel da Empresa no enfrentamento à fome. Os novos rumos para a Conab podem ser observados já nas próprias mudanças estruturais propostas pelo governo Lula (PT), como na transferência de comando para o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, chefiado pelo ministro Paulo Teixeira (PT). A empresa pública era vinculada à pasta da Agricultura.

Após a cerimônia, o novo presidente da CONAB conversou com representantes dos trabalhadores e lideranças rurais convidados ao evento. O Secretário Geral da CONDSEF/FENADSEF, Sergio Ronaldo, aproveitou a ocasião para entregar ao ministro a pauta de reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras para a próxima gestão (confira o anexo).

Outra sinalização importante do papel estratégico que a CONAB terá no combate à fome é o currículo do novo presidente: sua relação histórica com a agricultura (ele é formado em gestão pública e foi autor de diversos projetos de lei no seu estado voltados à dinamização da atividade agrícola) e a ligação com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O seu pai, o ex-deputado Adão Pretto – falecido em 2009 -, foi um dos fundadores do movimento. De acordo com o Ministro Paulo Teixeira, a Conab será voltada para as compras públicas, terá um grande papel na capitalização dos produtos agrícolas, fortalecendo a agricultura familiar para que forneça alimentos ao mercado e outros programas, como o PNAE Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Celso Fernandes, trabalhador da CONAB e Coordenador de Comunicação e Imprensa do SINTSEF-BA, acredita que a mudança possa trazer uma nova perspectiva de crescimento, com uma valorização das atividades. “Nossa esperança é de que os empregados sejam também objeto de melhores condições de trabalho, com manutenção dos seus benefícios tais como o SAS (sistema de saúde)”, explicou. Ele alerta que a maior apreensão do corpo funcional é com relação ao papel dos novos gestores na condução do fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho – a categoria permanece na luta por seus direitos, pela garantia de uma reposição salarial digna e com as cláusulas sociais preservadas.

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