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Covid-19: nova variante traz mais preocupação

  • Covid-19

26/11/2021 – Uma nova variante da covid-19 detectada na África do Sul foi classificada nesta sexta-feira (26/11) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “variante de preocupação” e batizada de omicron. A organização informou que evidências preliminares sugerem que essa variante oferece um risco maior de reinfecção de covid-19 do que suas antecessoras.

Embora haja poucas informações concretas até o momento, o vírus já traz grande preocupação internacional. Cientistas temem que essa nova versão do coronavírus seja mais mais transmissível e “drible” o sistema imunológico.

Em termos práticos, isso significa não só mais infecções, o que aumenta consequentemente as hospitalizações e mortes, mas a possibilidade de que as vacinas disponíveis hoje possam ser menos eficazes contra ela.

A nova variante tem alto número de mutações. Vírus fazem cópias de si mesmos para se reproduzir. Quanto mais chances o coronavírus tem de fazer cópias de si mesmo em nós — seus hospedeiros — mais oportunidades existem para que as mutações ocorram. Por isso, é importante controlar as infecções. As vacinas ajudam a reduzir a transmissão e também protegem contra formas mais graves da covid.

Na África do Sul, apenas 23,5% da população está totalmente vacinada, em comparação com 60% no Brasil, segundo dados da plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.  Nesta sexta-feira (26/11), vários países, incluindo o Brasil, decidiram restringir a entrada de viajantes do sul da África.

Em uma projeção divulgada na terça-feira (23/11), a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que, se nada for feito, a Europa pode contabilizar cerca de 700 mil mortes pela doença durante a temporada de inverno, que começa em dezembro. Até o momento, o continente tem cerca de 1,5 milhão de óbitos pela covid-19. A OMS também afirmou que parte desses óbitos pode ser evitada com o reforço de algumas ações básicas: o avanço da vacinação, o uso de máscaras e a prevenção de aglomerações.

No Brasil, as estatísticas sobre os quadros de covid leves são pobres, ruins e subnotificadas. No momento, já foram notificados mais de 22 milhões de casos e 613 mil mortos pela doença. Até agora 61% dos brasileiros já estão totalmente imunizados. A negligência do governo Bolsonaro, em seu descaso, despreparo levou a um atraso para enfrentar a doença. O país não desenvolveu como outras partes do mundo um amplo programa de testagem, capaz de identificar os pacientes com sintomas iniciais ou menos graves, que não exigem uma avaliação médica.

(com informações da BBC News Brasil)

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