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SINTSEF-BA é contrário à realização do Carnaval 2022

26/11/2021 – Em meio às indefinições sobre o carnaval de Salvador do próximo ano, o SINTSEF-BA manifesta sua posição contrária à realização da maior festa popular do Brasil. Governo do Estado e Prefeitura de Salvador ainda não bateram o martelo sobre o tema, mas, durante uma coletiva realizada em Camaçari na quinta-feira (18), o governador Rui Costa falou sobre as pressões que vem enfrentando para autorizar o evento. Ele fez jus às responsabilidades do cargo que ocupa ao acertadamente lembrar a importância do cuidado com a saúde e destacar que o atual estágio da pandemia de Covid-19 ainda exige cautela.

“Continuamos em torno de 2.500 casos positivos. Países estão fechando cidades quando aparecem cinco casos. Nós temos 2.500 casos ativos e a pergunta que tenho que responder neste momento é se teremos Carnaval, se vamos colocar 3 milhões de pessoas na rua. A gente precisa ter mais amor pelo próximo, atitudes mais solidárias. Há pessoas que, no anseio de realizar seu sonho festivo ou seu sonho empresarial, estão esquecendo o drama que a gente viveu por um ano e meio. Eu não colocarei a população em risco”, disse o governador.

O carnaval representa uma substancial fonte de recursos para a economia brasileira: incrementa as atividades econômicas do ramo turístico no país e gera emprego e renda, com movimentação financeira de quase 7 bilhões, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em 2019. Mas os riscos de uma nova explosão de casos da pandemia, mesmo com os indicadores em queda, são muito altos, não podem ser ignorados.

O SINTSEF-BA (assim como a CONDSEF/FENADSEF e a CUT) está do lado da ciência e desde o início da pandemia defendeu a aplicação de vacinas em massa, restrições sanitárias aliadas a políticas públicas capazes de garantir o provimento das famílias e minimizassem os impactos do distanciamento social. Embora o quadro geral de infecções pareça um pouco melhor neste momento, o fato é que ainda estamos distantes da zona de segurança capaz de garantir a realização de uma festa de rua na proporção do carnaval baiano. Ainda é perigoso para, como diz a canção, sair “misturando o mundo inteiro/para ver no que é que dá”.

(Com informações da CUT e BBC Brasil)

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