Em 15 de julho, é celebrado o Dia do Homem, uma data criada em 1992 com o objetivo de incentivar a conscientização sobre a saúde masculina e a importância da prevenção.
A iniciativa busca reforçar a necessidade de realizar exames periódicos, adotar hábitos saudáveis e ampliar o diálogo sobre temas que ainda cercam a saúde dos homens, como o cuidado preventivo e o bem-estar físico e mental.
O 15 de julho é um convite à informação e ao autocuidado. Contudo, apesar do conhecimento sobre a origem da data evitar a abordagem política e enfatizar a ciência, o viés de gênero permanece. Isso porque ainda hoje os homens têm receio de sofrer preconceito por se cuidar, física e mentalmente. O machismo por trás da negligência mostra que admitir precisar de ajuda e ter zelo consigo mesmo são atitudes femininas, portanto, frágeis e não-másculas, que colocam a masculinidade em xeque.
As pesquisas comprovam a tese. Segundo uma revisão global da Universidade do Sul da Dinamarca, publicada em maio deste ano, na revista científica PLOS Medicine, por exemplo, os homens adoecem mais e vivem menos que as mulheres em quase todos os países.
O estudo analisou marcadores de gênero em saúde em mais de 200 nacionalidades, focando em hipertensão, diabetes e HIV/Aids. Os resultados mostram que homens têm taxas mais altas dessas doenças, morrem mais cedo por causa delas e procuram menos o sistema de saúde, tanto para diagnóstico, quanto para tratamento.
A verdadeira masculinidade não diminui ninguém, lembra Lucinha Félix, Coordenadora de Saúde do Trabalhador do SINTSEF-BA:
Cuidar da saúde também é coisa de homem. Faça seus exames, cuide da sua saúde física e mental e incentive outros homens a fazerem o mesmo.
Para ela, o data deve inspirar uma revisão de valores, pois o maior legado de um homem não está na força que demonstra, mas no respeito – por si e pelos outros e outras – que deixa por onde passa.
Informações: Canal History
