SINTSEF-BA participará dos Congressos da CONDSEF/FENADSEF

De caráter múltiplo e ora vista como luta ou dança, ora como esporte, como lembra a Fundação Pierre Verger, a capoeira é uma das maiores expressões culturais afro-brasileiras. Com base em elementos de origem africana, foi desenvolvida no Brasil pela população africana escravizada. Desde o seu surgimento em tempos coloniais, a capoeira foi estigmatizada e não era bem-vista, tornando-se uma forma de resistência dos africanos e dos seus descendentes. Depois de sair da proibição, tornou-se uma atividade corporal cada vez mais popular. Hoje ela expressa, em primeiro lugar, ancestralidade, valores culturais e memória.

É justamente essa a mensagem de resistência que a delegação do SINTSEF-BA quer levar para o XIII Congresso da Condsef (Concondsef) e o IV Congresso da Fenadsef (Confenadsef), que se estenderão até domingo no Hotel Nacional, em Brasília. São aguardados cerca de 450 participantes, incluindo convidados para painel de debates sobre conjuntura e desafios para a Classe Trabalhadora, que contará com análises da CUT Nacional, Dieese, Diap e ISP. A programação ainda inclui construção de um plano de lutas e eleição de diretoria para o próximo quadriênio.

O Secretário-geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo da Silva, destaca a riqueza deste momento, em que centenas de líderes sindicais da categoria dos servidores públicos federais, vindos de todas as partes do País, encontram-se para discutir conjuntamente estratégias de reivindicação de pautas, que neste momento ultrapassam o corporativismo. “Nossa maior preocupação no momento é pela defesa dos serviços públicos gratuitos e de qualidade. Obviamente que queremos reajuste salarial, até porque nossas remunerações estão congeladas há três anos, mas o que tem tirado nosso sono e nos enraivecido para a luta árdua é a ameaça de desmonte completo do Estado”, comenta Silva.

Reforma administrativa, redução de jornada de trabalho dos servidores, privatizações em massa de empresas estatais, revogação do Teto de Gastos e construção da Greve Geral de 18 de março, além de outras ações, devem ser os temas principais dos debates.

(com informações da CONDSEF/FENADSEF e Fundação Pierre Verger)

 

Fonte: Coordenação de Comunicação e Imprensa Sintsef

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