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Projeto de lei busca reverter congelamento de direitos na pandemia

15/02/2023 – Em meio à pandemia de Covid-19, em que os/as servidores/as públicos/as se desdobravam para atender a população no sistema de saúde e nos demais serviços públicos, o “reconhecimento” ao trabalho foi o oposto ao esperado.

Entre outras perversidades, a Lei Complementar (LC) 173, de maio/2020, instituiu o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus e congelou a contagem de tempo do funcionalismo público, de 28/5/2020 a 31/12/2021, para efeitos de quinquênio, sexta-parte, licença prêmio e outros. A LC 173 foi aprovada, a pedido do governo Bolsonaro, para regulamentar a ajuda federal aos estados e municípios, embutindo um conjunto de ataques aos direitos do funcionalismo público. Impôs uma série de proibições aos entes federados referentes ao controle de despesas com pessoal até dezembro de 2021, como a proibição de reajustes salariais e contratações, além do congelamento dos tempos aquisitivos no período citado.

As entidades representativas dos servidores públicos, ajuizaram ação coletiva para questionar o artigo 8º da LC 173, onde constam estas restrições, mas ainda não houve nenhum avanço no campo judicial. Pedro Moreira, Coordenador Geral do SINTSEF-BA, considera a lei muito injusta ao propor o sacrifício de servidores e servidoras do país, que trabalharam arduamente durante a pandemia e, como “prêmio”, ganharam o confisco destes direitos.

A luta para reverter esses efeitos perversos da legislação não foi interrompida. Um desses desdobramentos é o PL 21/2023, apresentado ao Congresso no último dia 09/02 pela deputada professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP) e que tem como objetivo fazer justiça aos servidores públicos concedendo, retroativamente, a contagem do tempo entre 27 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021 para fins de anuênios, triênios, quinquênios, sexta-parte, licença-prêmio e demais mecanismos equivalentes. Além disso, o projeto autoriza que todos os entes federados possam realizar seus pagamentos retroativos caso seus períodos aquisitivos tenham sido completados durante esse tempo.

No momento, o projeto aguarda a apreciação do Presidente da Câmara dos Deputados e para que seja aprovado precisará de muita mobilização e pressão da categoria. Um abaixo assinado eletrônico foi disponibilizado na página da deputada na internet.

Assine o abaixo-assinado pela aprovação do PL 21/2023: https://lucienecavalcante.com.br/descongelaja/ 

Fontes: Adunesp/ ASCOM Luciene Cavalcante

2 comentários em “Projeto de lei busca reverter congelamento de direitos na pandemia”

  1. Bom dia , neste período terrível de pandemia , trabalhei usando transporte coletivo, mesmo com muito medo , pois ônibus lotado, vidros fechados, mas não fui afastado, pois não tinha idade para isso e graças a Deus nenhuma doença crônica.
    Vi amigos de trabalho serem internados por covide , alguns falecerem e minha obrigação tinha que ser cumprida, pois sou Eletricista de Manutenção no Saae Sorocaba há 07 anos , sou estatutário.
    Alguns amigos que ficaram na ativa atestavam positivo para covid e foram poucos então além de psicologicamente abalado tinha que trabalhar sobrecarregado.
    Más graças a Deus essa epidemia foi embora e hoje tentamos, com muitos traumas em vários sentidos tentar seguir em frente.
    Então vou requerer minha primeira licença prêmio para ter um pouco de alegria, depois de tanta tristeza e o RH da empresa me diz que foi congelado pela LC 173 pelo nosso Presidente, como aceitar isso sem nos revoltar ? Eu passei além de tristeza como muitos, tive que ir trabalhar ele me tira esse direito?
    Por favor revertam isso , pois não é justo com vários que passaram trabalhando todo o período da pandemia.

  2. Nada mais justo que a lei 173 seja revogada.por causa do ministro banqueiro Paulo guedes e esta lei nefasta que oprime mais ainda o servidor público, ( como que o servidor foi o responsável pela situação que o país viveu na pandemia, e tem mais, já teve estudos comprovando que estados e municípios não tiveram queda significativa na receita. Vamos aguardar.

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