Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha: ativismo e resistência

26/07/2021 – Por ocasião das celebrações em torno do Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, que foi comemorado neste domingo, 25 de julho, o Sintsef-BA lembra e homenageia a força feminina. A data foi criada em 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, República Dominicana. Na ocasião, o evento refletiu sobre a identidade e o papel desempenhado pelas mulheres negras nestes continentes. Hoje, a data é um marco internacional da luta dessas mulheres, além de sua resistência e coragem no combate às diferentes formas de opressão desde o período da escravidão até os dias atuais.

Em torno desta data, assim como em outras vinculadas às lutas democráticas e populares por mais direitos, entidades como o Sintsef-BA tem atuado para promover a bandeira da igualdade de oportunidades. Através do destaque dos temas em pauta, o sindicato alerta seus(suas) filiados(as) para a necessidade permanente de combater a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe.

Nos últimos anos o papel da mulher passou por transformações em todo o mundo, fruto das conquistas advindas da lutas feministas e de uma maior participação sócio-política, além da maior inserção feminina no mercado de trabalho. Mas a mulher, apesar de já assumir o papel de provedora, em determinados contextos sócio-geográficos ainda é a principal responsável pelos cuidados domésticos e familiares, mesmo na condição de ocupada, assumindo uma dupla e muitas vezes tripla jornada (no caso das que trabalham e estudam).

Uma análise mais apurada para a realidade das mulheres afro-latina-americanas mostra a vulnerabilidade e o longo caminho que ainda precisam trilhar para o acesso à cidadania plena. São as que sofrem mais diretamente as consequências da instabilidade política e econômica de nações em crise ou em guerra, apresentam o menor nível de escolaridade e as que trabalham mais, porém com rendimento mínimo, em condições precárias e de informalidade.

Daí a importância do 25 de julho, por ampliar a visibilidade da causa e fortalecer as lutas por um mundo mais justo e solidário.

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