Governo quer comprar votos para aprovar PEC 32/2020

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20/10/2021 – Pouco mais de R$ 6 bilhões. Esse é o valor que o governo comandado pelo presidente Jair Bolsonaro está disposto a gastar dos cofres públicos para aprovar a PEC 32, também conhecida como Reforma Administrativa.

De acordo com o jornal Gazeta do Povo, o ministro da economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos deputados, Artur Lira, teriam fechado um acordo e vão oferecer R$ 20 milhões para que cada deputado vote a favor da Reforma. Ainda de acordo com o jornal, esse valor seria disponibilizado por meio de emendas parlamentares e seriam liberados por meio de recursos de emendas do relator do Orçamento de 2022, Hugo Leal (PSD-RJ).

Parlamentares de oposição, como o Deputado Federal Jorge Solla (PT-BA), protestaram contra mais esse estratagema do governo. Em sua conta oficial no Facebook ele declarou: “Muito colega deputado acha que essa grana vai ser suficiente para dar banho de asfalto na época da eleição e reverter a rejeição por aprovar uma medida tão dura para o povo brasileiro. Felizmente, uma boa parte está em dúvidas: sabe que terceirização total dos serviços públicos jogará a qualidade da educação e da saúde no lixo. E eles serão os responsáveis por isso. A pressão popular precisa se intensificar, porque funciona. Vamos pra cima!”

Neste momento, a PEC está em tramitação na Câmara. O relatório do deputado Arthur Maia (DEM-BA) foi aprovado pela comissão especial e está pronto para ser votado no plenário da casa. Como se trata de uma PEC, a proposta tem que ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado, por maioria absoluta. São necessários 308 votos na Câmara e 49 no Senado.

O SINTSEF-BA, a exemplo da CONDSEF/FENADSEF, da CUT e diversas entidades continuam intensificando as mobilizações e pressionando os parlamentares.  E você pode ajudar. Um dos caminhos é o site Na Pressão. Lá, você pode conhecer a opinião dos deputados sobre a PEC 32 e enviar mensagens diretamente para o parlamentar. O portal está no endereço: https://napressao.org.br/campanha/diga-nao-a-reforma-administrativa .

Fonte: Comitê das Empresas Públicas

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