15/07/2025 – Servidores públicos das três esferas estão em vigília desde ontem em frente ao Anexo II da Câmara dos Deputados. A categoria aguarda o relatório do GT da reforma administrativa, previsto para ser apresentado ao presidente da Câmara, Hugo Motta, nesta terça, 15. Na manhã de hoje, eles realizaram um ato no aeroporto de Brasília, no desembarque dos (as) deputados(as).
Também nesta terça, 15, tão logo o relatório seja conhecido, uma plenária virtual fará um balanço da mobilização e debaterá o documento, além de discutir ações de mobilização para as próximas semanas.
A CONDSEF/FENADSEF e suas entidades filiadas, como o SINTSEF-BA, e centrais sindicais, como a CUT, reafirmam a defesa de um Estado estruturado para reduzir desigualdades, combater a concentração de renda e garantir direitos. Não aceitaremos reformas que atacam quem serve ao povo para beneficiar quem vive às custas dele!
A luta em defesa dos serviços públicos e contra a aprovação de qualquer reforma administrativa que retire direitos e promova o desmonte do Estado continua.
Até o momento, o que se viu foi uma série de audiências marcadas por falas reiteradas de defensores do Estado mínimo, com ampla exposição de representantes do setor produtivo e de instituições alinhadas à visão liberal de gestão pública. Em contraste, entidades como a Condsef/Fenadsef, que representam mais de 80% do Executivo Federal, além de entidades representativas dos servidores estaduais e municipais do funcionalismo, não tiveram qualquer espaço de fala. Outras representações do Poder Executivo com menor representatividade foram relegadas, igualmente, a participações simbólicas, com direito a apenas três minutos de fala em uma audiência pública que tratou do conjunto dos servidores federais.
Não estamos diante de um debate técnico sobre reforma administrativa, mas de uma disputa de rumos: ou lutamos por um Estado capaz de enfrentar desigualdades históricas, ou aceitamos sua transformação em balcão de negócios.
Um Estado estruturado reduz desigualdades, combate a concentração de renda e garante direitos. Não aceitaremos reformas que atacam quem serve ao povo para beneficiar quem vive às custas dele!
Não é reforma; é demolição!
(Fonte: CONDSEF/FENADSEF)
