A Central Única dos Trabalhadores e outras centrais – Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, Intersindical e Pública – superaram as divergências, uniram esforços e realizaram nesta quarta-feira, 15, a Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília. O SINTSEF-BA participou desta mobilização exemplar com dirigentes da capital e dos núcleos regionais, no interior do estado.
A marcha foi realizada pela manhã e precedida de uma plenária da CONCLAT (Conferência da Classe Trabalhadora), que aprovou a Pauta da Classe Trabalhadora atualizada com as prioridades para o período de 2026 a 2030. À tarde, o documento foi entregue ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministros e às presidências da Câmara e do Senado.
Destacou Erilza Galvão, Coordenadora Geral do SINTSEF-BA, ecoando o pronunciamento do Presidente Nacional da CUT, Sérgio Nobre:
Com unidade do movimento sindical, levamos a Brasília neste dia histórico, as nossas pautas e prioridades atuais para, mais uma vez, fazer uma grande mobilização em defesa da classe trabalhadora, para pressionar e cobrar mais direitos, mais empregos, mais saúde e mais educação.
Nobre ainda destacou que a organização da Marcha procurou garantir que todas as categorias estivessem representadas e levassem as suas bandeiras de lutas para compor a Pauta da Classe Trabalhadora 2026.
Entre os destaques, o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, reivindicação que tem o total apoio do presidente Luís Inácio Lula da Silva, que ainda ontem encaminhou para o Congresso um Projeto de Lei que implementa a medida.
A proposta tramitará em urgência constitucional, isto é, tanto a Câmara quanto o Senado terão 45 dias para analisar o PL. Caso não seja votado, o texto bloqueia a pauta das duas casas legislativas.
A mobilização integra a jornada nacional de lutas e se articula com as atividades do 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. A unidade na luta, como vista hoje, é a base para que a resistência se transforme em vitórias concretas para a classe trabalhadora, fortalecendo a democracia e a soberania.
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