Sintsef-BA quer acabar com estoque irregular de venenos em Serrinha

14/06/2021 – O Núcleo Nordeste do SINTSEF-BA, unido com outros setores representativos da sociedade civil de Serrinha-BA, conquistou um importante apoio para a histórica luta que trava para evitar uma tragédia que pode afetar seriamente a vida da população local.

Graças a uma mobilização conjunta do sindicato com o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Serrinha, representantes da Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia estiveram nesta segunda-feira,14, na cidade para uma visita técnica ao depósito da Central de UBV (Unidade de Ultra Baixo Volume), que armazena produtos químicos utilizados para o controle de arboviroses nos municípios baianos (confira imagens em nosso site e em nossa página do Facebook). No local existem resíduos de produtos como o Malathion, e outros que já estão vencidos, e que há anos aguardam a retirada pela empresa especializada no transporte e descarte desse material.

“Por diversas vezes, o SINTSEF-BA e outras entidades alertaram as autoridades responsáveis para o problema”, recorda Antônio “Capila” Sobrinho, habitante de Serrinha, servidor do Ministério da Saúde e Coordenador de Políticas Sindicais do SINTSEF-BA. Apesar das denúncias, nenhuma providência foi tomada até o momento para proceder com o descarte adequado das substâncias químicas. O armazenamento de produtos tóxicos sem os devidos cuidados pode gerar danos irreversíveis a curto prazo no meio ambiente, porque polui os solos, contamina os animais e também ameaça a vida das pessoas, trabalhadores e moradores do entorno da Central. Inclusive foram registrados casos de adoecimento da população por conta do cheiro forte dos venenos.

“Enquanto engenheiro agrônomo conheço os perigos da falta de armazenamento e distribuição correta desses produtos, que causam um dano enorme ao meio ambiente e à saúde humana”, afirmou o deputado estadual Marcelino Galo (PT-BA), coordenador da.Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia. Ele se comprometeu em articular as conversas necessárias para que seja dado um retorno o mais breve possível sobre a questão.

O SINTSEF-BA não descansará enquanto isso não for resolvido. Nossa preocupação faz sentido quando observamos o descaso dos gestores com o manejo desses produtos tão nocivos”, pontua Capila. “Queremos que todo esse material seja rapidamente retirado do depósito e que tenha um descarte adequado antes que algo mais grave aconteça”.