SINTSEF-BA estará na 27ª edição do Grito dos Excluídos

06/09/2021 – O Grito dos Excluídos, tradicional manifestação na semana da pátria, chega à sua 27ª edição em 2021. Ao contrário das manifestações golpistas também programadas para a data, o Grito tem como pautas prioritárias a defesa da vida, da democracia, da igualdade de oportunidades e a luta por direitos. Por isso, nada mais natural que em 2021, o eixo central dos protestos que acontecerão em todo o país seja o impeachment de Jair Bolsonaro. Em Salvador, o SINTSEF-BA estará junto com a CUT, centrais sindicais e entidades progressistas nas ruas de Salvador a partir das 10h, saindo do Campo Grande, centro da capital baiana.

Os assuntos trazidos como tema do Grito são discutidos durante todo o ano para culminar em manifestações populares pelo Brasil no Dia da Independência. Em meio à crise econômica e sanitária causada pelo novo coronavírus, movimentos e organizações populares se unirão em atividades em todo o país para reafirmar a luta por direitos humanos e sociais.

A proposta do Grito surgiu no Brasil, em 1994, a partir da iniciativa da Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e movimentos sociais e o 1º Grito dos Excluídos foi realizado em setembro de 1995, levando às ruas o tema da Campanha da Fraternidade daquele ano: “A Fraternidade e os Excluídos”.

Em 2020, a mobilização nacional trouxe o lema “Basta de miséria, preconceito e repressão! Queremos trabalho, terra, teto e participação!” e levantou bandeiras de resistência. Este ano, o lema escolhido é “Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já!”.

O SINTSEF-BA, assim como a CONDSEF/FENADSEF e suas entidades filiadas, apoiadas pela CUT, leva às ruas as demandas dos trabalhadores do serviço público, como a luta contra a privatização, o desmonte e o autoritarismo. Este ano, o combate à Reforma Administrativa também estará nas ruas. A PEC 32/2020, proposta pelo governo Bolsonaro, é uma ameaça perigosa ao serviço público e seus trabalhadores e trabalhadoras.  

“A reforma abre as portas para a corrupção e beneficia o empresariado, que passará a cobrar pela prestação de serviços que antes eram públicos e gratuitos”, adverte Pedro Moreira, Coordenador Geral do SINTSEF-BA. A luta é de toda a classe trabalhadora porque tanto as privatizações e todas as pautas que estarão em debate neste dia, como a geração de emprego decente, são de interesse de todos os brasileiros e brasileiras.

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