SINTSEF-BA celebra o Dia Internacional da Juventude

Foto: Reprodução da Internet/Juventude contra o corona

12/08/2021 – 12 de agosto é o Dia Internacional da Juventude. A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1999, para ser um dia de reflexão sobre a inclusão e a contribuição dos jovens na sociedade e no futuro do planeta. A resolução 54/120 na Assembleia Geral da ONU foi uma resposta à recomendação da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, realizada em agosto de 1998, em Lisboa, Portugal, em que foram debatidas questões relacionadas à juventude, como habitação, emprego e saúde.


A juventude reconhecida pela ONU engloba pessoas de 10 a 24 anos e representa 16% da população mundial, ou seja, 1,8 bilhão de pessoas. Para as entidades como o SINTSEF-BA, a CONDSEF/FENADSEF e centrais sindicais, como a CUT, que lutam por um futuro melhor para os jovens (e para a sociedade brasileira, de modo geral) o dia serve como reafirmação de uma de nossas principais diretrizes de luta: a mudança da perspectiva limitada que vê os jovens como um problema social por outra libertadora, que traga políticas públicas capazes de reconhecê-los como sujeitos de direitos.


Importante lembrar que, como todas as principais transformações sociais ocorridas nos últimos tempos, esse processo começa como uma demanda da sociedade civil, seguida por muita mobilização e pressão, para então influenciar o Estado. Os espaços de participação social debatem e formulam proposições que só então são levadas para os espaços de decisão e convertidas em leis ou outras políticas públicas concretas. É claro que essas conquistas quase sempre estão passos (muitos passos) atrás das nossas reivindicações, não são suficientes para superar todos os problemas da juventude, tamanhas são as desigualdades presentes na sociedade brasileira. Ainda há muito a ser conquistado pelos jovens, em especial no tocante à inclusão dos portadores de deficiência física ou mental, ao equilíbrio das desigualdades de gênero, de orientação sexual, étnico-raciais, econômicas, regionais e territoriais etc.


Para Erilza Galvão, Coordenadora de Formação Sindical do SINTSEF-BA e Secretária de Gênero, Raça, Juventude e Orientação Sexual da CONDSEF/FENADSEF, a juventude está longe de ser um grupo homogêneo; ela é mais uma categoria do que uma faixa etária fixa. “Trata-se de um período importante na vida para desenvolver percepções sobre questões de cidadania, aprofundar senso de comunidade, sociedade e responsabilidades sociais” explica. “Como também é um tempo para exercitar participação política em diversos espaços e formatos, como o movimento sindical, apresentando suas demandas, desafios e propostas para que a temática juventude seja incorporada nas políticas sindicais”, acrescenta. Os jovens ajudam a oxigenar as marchas da humanidade na construção de outros mundos possíveis, com respeito à diversidade, independência de ideias, liberdade de expressão. E o serviço público comporta diversas oportunidades para esse exercício, seja nos processos educacionais, nos mundos do trabalho, nas políticas sociais, onde é fundamental as juventudes serem protagonistas.


É por essa razão que o SINTSEF-BA defende e atua na linha da Política Nacional de Formação cutista, que busca tornar os jovens mais capazes de criar pontes entre passado e presente, compreender o processo histórico que nos precede e produzir uma discussão mais crítica da conjuntura. Entender e reconhecer as raízes do autoritarismo brasileiro, bem como socializar informações e experiências sobre organização sindical e a trajetória do movimento sindical são passos fundamentais para que a juventude possa refletir sobre sua própria condição, libertando-a das mistificações que lhes são impostas.

Confira também a matéria que a CONDSEF/FENADSEF fez sobre o tema: https://www.condsef.org.br/noticias/12-agosto-dia-internacional-juventude

(com informações da CUT e CONDSEF/FENADSEF)

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