Pular para o conteúdo

Servidores pressionam por reajuste no auxílio-alimentação

18/01/2023 – Trabalhadores e trabalhadoras do Executivo federal lutam por reajustes no valor do auxílio-alimentação. Enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro gastou em média R$ 6.243,29 nos cartões corporativos da Presidência da República, só com alimentação, em cada fim de semana dos quatro anos de mandato, o auxílio-alimentação da categoria permanece congelado no valor de R$458 mensais, desde o ano de 2018.

Nos anos anteriores, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) apresentado pelo governo Bolsonaro proibia o reajuste desses auxílios. Em julho de 2022 houve uma sinalização de aumento desse valor. A medida seria um paliativo após o governo Bolsonaro não conceder o reajuste de 5% nos salários de todo o funcionalismo público, descartado pelo ex-presidente.

A promessa seria elevar o auxílio de R$ 458 para R$ 900, e não foi cumprida devido a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), que impede qualquer reajuste no último semestre de um governo. Mas também em função da escolha do ex-presidente em destinar recursos para o orçamento secreto e medidas eleitoreiras, como o aumento do Auxílio Brasil, do vale gás e a criação do auxílio para caminhoneiros autônomos.

Sem reajuste salarial e com o auxílio alimentação congelado há 5 anos, os servidores e servidoras do Executivo Federal sofrem para sobreviver dignamente. Vale destacar que entre os Três Poderes, o valor do auxílio-alimentação para servidores do Executivo é o mais defasado. Enquanto a categoria recebe R$ 458 mensais, no Judiciário, o benefício é de R$ 910 mensais. Já no Tribunal de Contas da União (TCU), essa cifra chega a R$ 1.011 por mês. Na Câmara e no Senado Federal o auxílio é de R$ 982.

“O SINTSEF-BA e as demais entidades filiadas à CONDSEF/FENADSEF atuaram pela derrubada da proibição de reajuste”, explica Pedro Moreira, Coordenador Geral do Sindicato. “Agora essa luta será retomada com força total até que conquistemos uma isonomia com os demais segmentos do serviço público ou, pelo menos, um percentual capaz de resgatar nossa dignidade”, concluiu.

(ilustração e informações do SINDSEP-PE)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.