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Julho Amarelo destaca cuidados contra hepatites virais

27/07/2026 – O Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais, chama a atenção para uma realidade preocupante: milhares de brasileiros convivem com infecções pelos vírus das hepatites B e C sem apresentar sintomas e, por isso, descobrem a doença apenas quando já desenvolveram complicações graves, como cirrose e câncer de fígado.

A campanha, que tem como marco o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, reforça a importância da prevenção, da vacinação e da testagem laboratorial para ampliar o diagnóstico precoce e interromper a cadeia de transmissão dessas infecções.

Embora o Brasil tenha avançado na vacinação contra a hepatite B e disponibilize tratamento capaz de curar mais de 95% dos casos de hepatite C, o subdiagnóstico ainda representa um dos principais obstáculos para que o país alcance a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030.

Com o aumento dos casos de hepatite A registrado em diferentes cidades brasileiras, especialistas reforçam a importância da vacinação, que é altamente eficaz na prevenção da enfermidade. 

A hepatite C permanece como uma das principais preocupações devido ao longo período sem sintomas. Já a hepatite B, apesar da ampla vacinação, ainda registra transmissão e mantém um contingente expressivo de pessoas com infecção crônica sem diagnóstico.

Outro ponto de atenção é a hepatite Delta (D), concentrada principalmente na Amazônia. Estudos recentes também indicam que a hepatite E pode estar sendo subdiagnosticada no país.

O Brasil dispõe de testes rápidos confiáveis para as hepatites B e C e de exames moleculares capazes de confirmar a infecção ativa. O desafio é fazer com que essas ferramentas alcancem a população mais vulnerável.

O SINTSEF-BA lembra que qualquer pessoa pode procurar uma unidade de saúde do SUS para se vacinar e realizar gratuitamente os testes para hepatites virais. Além da testagem, manter a vacinação em dia, adotar práticas sexuais seguras, evitar o compartilhamento de objetos perfurocortantes e realizar o acompanhamento pré-natal são medidas fundamentais para reduzir a transmissão. Medidas de higiene, como lavar as mãos e consumir água e alimentos de procedência segura, também são essenciais para reduzir os riscos de infecção.

FONTES: SBPC e Ministério da Saúde

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