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Grupo de trabalho discute atuação sindical na contemporaneidade

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23/02/2022 – A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 32/2020, que estabelece a reforma administrativa estruturada pelo governo Bolsonaro (PSL), além dos próprios protestos que exigiram o impeachment do presidente, tiveram como consequência imediata a unidade de diversas entidades e centrais sindicais em diversos atos e manifestos realizados pelo país ao longos dos últimos anos. A estratégia de unir as lutas de diferentes segmentos progressistas para derrotar as forças retrógradas que querem impor o atraso e a destruição às camadas mais pobres e desfavorecidas do Brasil não é inédita, mas ganhou novos contornos após o golpe de 2016. A unidade na luta (e das lutas) é essencial para a sobrevivência aos ataques do Poder Executivo e enfrentar os retrocessos no mundo do trabalho.

Partindo dessa ideia, o SINTSEF-BA criou um grupo de trabalho para pensar o sindicato do futuro, com diversos representantes da Direção e dos Núcleos Regionais/Delegacias Sindicais, em que cada um apresenta sua visão e propostas sobre o assunto, como a reestruturação sindical, as possibilidades e desafios apresentados para esse projeto. O grupo teve a segunda reunião na manhã desta quarta-feira, 23, com a proposta de pensar e discutir os seguintes eixos temáticos:

1- Por que o movimento sindical brasileiro precisa ser reestruturado?

2- Transformações disruptivas que ocorrem no mundo do trabalho;

3-  Desafios para essa reestruturação sindical.

O SINTSEF-BA acredita que a proposição e o debate de ideias de forma democrática poderão contribuir com subsídios para que as entidades se ajustem aos desafios de um mundo em constante (e rápida) transformação. Com esse instrumento, as entidades sindicais poderão planejar ações capazes de auxiliar mais efetivamente no atendimento das demandas dos trabalhadores, estendendo seu campo de atuação para firmar parcerias e ter um sólido ponto de apoio na construção da narrativa da classe trabalhadora.

Aspectos relacionados à Saúde do Trabalhador no mundo pós-pandemia (e suas sequelas) e as novas configurações do mundo do trabalho (como a crescente tendência de automação) precisarão de atenção detalhada dos sindicalistas. Uma coisa, porém, permanece imutável: a necessidade da participação dos trabalhadores e trabalhadoras na elaboração de propostas para melhorar as relações e as condições de trabalho, entre outras questões. Sem qualquer temor de exagero, uma forte atuação sindical na defesa de direitos dos seus representados será capaz de salvar vidas. Os desafios que os sindicatos têm diante de si são gigantescos, como se vê, mas a mobilização direta da categoria será determinante na luta por um mundo mais justo e solidário.

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