28/07/2026 – Aconteceu nesta segunda-feira (27), no Museu Eugênio Teixeira Leal, no Pelourinho, em Salvador, o encontro “Mulheres Negras na Gestão Pública: Liderança, Representatividade e Direitos”. A iniciativa promoveu um espaço de diálogo sobre equidade racial e de gênero, com foco na ampliação da participação feminina nos espaços de decisão e no fortalecimento de ações voltadas às mulheres, especialmente negras e indígenas.
A realização do evento integrou o calendário de atividades do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela, celebrados no dia 25 de julho. A Coordenadora Geral do SINTSEF-BA, Erilza Galvão, participou do encontro, que reuniu representantes de diferentes regiões do estado e integrantes da sociedade civil organizada.
Segundo informações divulgadas pelo instituto República.org, por exemplo, embora representem 17,7% dos servidores do Poder Executivo Federal, as mulheres negras ocupam apenas 12% dos cargos de alta gestão da administração pública federal. Na outra ponta, os homens brancos, que correspondem a 30,1% do quadro, concentram 50% desses cargos.
Esses indicadores fazem parte do estudo “Onde estão as pessoas negras no serviço público?”, que o República.org está preparando para lançar em setembro próximo. Desde 2018, as pessoas negras são maioria no serviço público brasileiro. A presença, porém, não se distribui da mesma forma nos salários e nos espaços de decisão. Em 2026, o salário mediano de um homem branco superava o rendimento de 70% das mulheres negras.
As estatísticas também constam de um infográfico divulgado pelo Instituto (vide anexo). O material apresenta dados sobre onde estão esses profissionais, quanto recebem e quem chega aos cargos de liderança, com recortes por raça e gênero no Executivo federal, no Judiciário, nas secretarias estaduais e nas diferentes esferas da federação.
Construído a partir de diferentes bases oficiais, o infográfico antecipa o estudo mais amplo, acima mencionado, sobre os avanços das últimas décadas e as desigualdades raciais que persistem no ingresso, na remuneração e na liderança no serviço público brasileiro.
Informações: República.org, O Globo e Bahia Econômica
