[Uma manobra de senadores bolsonaristas impediu que a proposta do fim da jornada de trabalho 6×1 fosse finalmente votada nesta quarta-feira]
03/09/2026 – Nesta quarta-feira, 02, após muita pressão da CUT e de outras entidades sindicais a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, por 47 votos a favor e apenas quatro contrários, aprovou Proposta de Emenda à Constituição (PEC), para que fosse votada em plenário, porém, o texto não foi à votação. Para uma PEC passar a valer é preciso que seja aprovada em plenário por 49 votos dos 81 senadores que compõem a casa.
Numa rede social, o presidente Lula esclareceu à população que a proposta só não foi definitivamente aprovada por conta da articulação de empresários e de parlamentares da direita, principalmente de Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à presidência da República. O próprio Flávio interrompeu a sua campanha eleitoral para ir à Brasília se posicionar contra o fim da escala 6×1.
A redução da jornada de trabalho sem redução de salários não é uma pauta que interesse exclusivamente ao presidente Lula, ao PT, à CUT ou aos sindicatos. É uma questão que diz respeito aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros e por isso precisa ser defendida por todos e todas. É sobre ter tempo para cuidar da família, da casa, da própria roupa, da própria vida. É sobre conseguir descansar de verdade. Porque um único dia de folga não é descanso. A pessoa passa esse dia resolvendo tudo o que não conseguiu fazer durante a semana e volta para o trabalho exausta.
O bolsonarismo e o Centrão defendem a desumanidade. Trabalhador não é escravo. Os acontecimentos de ontem no Senado escancararam novamente a importância do voto consciente e da necessidade de termos um Congresso formado por gente que realmente se importe com a vida do povo. Chega de eleger políticos que colocam os próprios interesses acima dos direitos de milhões de brasileiros. O que o povo nas ruas pede não é luxo nem privilégio, mas um mínimo de dignidade: trabalhar cinco dias e ter dois dias para viver.
Como não há garantias de que a pauta seja votada depois das eleições, é preciso ir à luta agora. Depois que passa a eleição, a pressão diminui e o risco é simplesmente engavetar a pauta. A CUT e as centrais já articulam uma nova agenda de mobilizações. Participe conosco dessa jornada. Vamos mostrar a nossa força nas ruas e pressionar o Senado. E lembre-se: não adianta eleger Lula e deixar um Congresso com maioria trabalhando contra as pautas populares. Sem uma maioria comprometida com o povo, qualquer avanço vira uma batalha de proporções épicas.
(Com informações da CUT, Agência Brasil e K. Carvalho)
Imagem: Reprodução do Instagram da Dep. Federal Erika Kokay
