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Em Manifesto, entidades convocam para ato na FUNAI nesta quinta-feira

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Imagem: Nelson Almeida/ AFP

20/06/2022 – O SINTSEF-BA, a CONDSEF/FENADSEF e outras entidades convocam a população a participar do Ato Nacional dos trabalhadores(as) EM GREVE da Fundação Nacional do Índio (FUNAI). A atividade está programada para a próxima quinta-feira (23.07), a partir das 10 horas, nas unidades da FUNAI espalhadas por todos os estados do país e o Distrito Federal (Sede, Coordenações Regionais, Coordenações Técnicas Locais, Frentes de Proteção Etnoambientais e Museu do Índio).

A categoria também está divulgando um manifesto (vide anexo) que expõe a situação calamitosa da Fundação e a situação de descaso e abandono em que se encontram as políticas indigenistas no Brasil no governo Bolsonaro. Reunidos em reunidos em Plenária Nacional Extraordinária realizada na última sexta-feira (17), convocada pela CONDSEF, a categoria manifestou profunda tristeza e indignação pelo assassinato do colega Bruno Pereira e do jornalista Dom Philips.  O SINTSEF-BA participou da Plenária e contribuiu nas discussões que culminaram no documento. 

“O assassinato de Bruno e Dom tem como pano de fundo o desmonte da Funai. Todos os órgãos públicos essenciais para a população passam por situação semelhante”, diz o texto. “Lutamos para que as investigações cheguem até a ampla cadeia de crime organizado instalada no Vale do Javari e para que nunca mais tenhamos que passar por situação semelhante, o que requer a imediata proteção dos nossos colegas indigenistas, dos Povos Indígenas e de suas lideranças, organizações e territórios”, defende a categoria.

“O descaso do governo e os assassinatos, infelizmente, são tragédias anunciadas”, disse Antônio “Capila” Sobrinho, Coordenador de Políticas Sindicais do SINTSEF-BA. Ele lembra que o sindicato e todas as entidades filiadas à CONDSEF/FENADSEF já alertavam, desde antes das eleições de 2018, que Bolsonaro não tinha interesse em sanar conflitos em terras indígenas e nem de garantir proteção aos povos originários. A realidade apenas confirmou o que já sabíamos.

Por essa razão, convidamos todos(as) os(as) servidores(as), trabalhadores(as), movimentos indígenas e demais movimentos sociais a se unir conosco em solidariedade a essa mobilização permanente.

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