29/09/2026 – Uma em cada três pessoas morre de doença cardíaca. No Brasil, isso significa 1.100 mortes por dia ou uma morte a cada 90 segundos. Por isso, 29 de setembro é o Dia Mundial do Coração, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do controle das doenças cardiovasculares, que continuam sendo a principal causa de morte no mundo.
A data foi criada em 1999 pela World Heart Federation (Federação Mundial do Coração) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No centro dessa campanha está a hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta. Ela é um dos fatores de risco mais prevalentes e agressivos para o desenvolvimento de infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e insuficiência cardíaca.
A hipertensão funciona como uma agressora silenciosa. Ela força o coração a trabalhar com muito mais intensidade para bombear o sangue através das artérias. Com o passar do tempo, esse esforço excessivo danifica a parede dos vasos sanguíneos e dilata o músculo cardíaco, abrindo caminho para graves complicações cardiovasculares.
Como na maioria das vezes a doença não apresenta nenhum sintoma visível (surgindo dores de cabeça ou tonturas apenas em casos críticos), as campanhas do Dia Mundial do Coração reforçam a necessidade de exames preventivos regulares, como a simples aferição da pressão
Lucinha Félix, Coordenadora de Saúde do Trabalhador do SINTSEF-BA, recorda que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece esses serviços e desempenha um papel essencial no combate às doenças cardiovasculares, além de outras doenças. “Da prevenção aos transplantes de coração, o sistema cobre toda a linha de cuidado de forma universal e gratuita”, destaca ela. Defender o SUS significa garantir o direito à vida e à saúde de milhões de cidadãos, especialmente diante das desigualdades sociais, econômicas, culturais e territoriais do Brasil.
Por isso é tão importante nesta eleição suspeitar e não votar em candidatos e partidos que descredibilizam o SUS e querem a sua privatização. Além do o sucateamento da rede pública, esse projeto privatista da saúde busca, obviamente, o lucro da iniciativa privada. Não existe melhoria social sem investimento na saúde e nenhuma nação evolui se não investir. O SUS é uma política pública de Estado garantida pela Constituição Federal de 1988, o que assegura sua permanência, gratuidade e atendimento universal para toda a população, independentemente de governos. E é assim que precisa continuar.
(Fontes: Agência Senado e Defensoria Pública do Estado de Sergipe)
