Entre os meses de julho e novembro de 2026, será realizado um curso de formação online dedicado ao estudo da resistência negra no Brasil, tendo como eixo a trajetória de Maria Felipa, heroína da Independência do Brasil na Bahia, e o pensamento de Abdias do Nascimento, referência na construção do Quilombismo e do Pan-Africanismo. O curso é promovido em conjunto pela Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, através do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Física, Esporte e Lazer, e da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN). A CONEN é uma entidade parceira do SINTSEF-BA, que apoia e divulga a iniciativa.
Transmitido ao vivo pelo YouTube, o Curso de Extensão e Formação Política oferecerá uma formação crítica, descolonizadora e antirracista, promovendo reflexões sobre a história e o protagonismo da população negra na construção do país. Também busca fortalecer a identidade étnico-racial e incentivar a mobilização para a 47ª Marcha da Consciência Negra Zumbi e Dandara dos Palmares (que este ano homenageia Maria Felipa e Abdias do Nascimento).
Inspirado nas palavras de Abdias do Nascimento:
Minha negrura é parte integrante do meu ser histórico e espiritual…
O curso propõe um resgate da memória, da dignidade e das lutas do povo negro, valorizando personagens historicamente invisibilizados e reafirmando a importância da organização coletiva na defesa dos direitos e da justiça racial.
As aulas serão quase sempre aos sábados (e eventualmente às sextas-feiras), das 08 às 12h, a partir do dia 11 de julho, em cinco encontros, totalizando 20 horas de formação que culminam na participação na Marcha, no dia 20 de novembro de 2026 (sexta-feira). O link de acesso será encaminhado por e-mail antes de cada encontro.
Ao longo dos encontros, os participantes irão:
* Conhecer a trajetória de Maria Felipa como liderança popular, marisqueira, capoeirista e protagonista das lutas pela Independência da Bahia;
* Refletir sobre as relações entre raça, gênero e classe na atuação das mulheres negras, especialmente das “Vedetas” de Itaparica;
* Estudar o Quilombismo como proposta política, social e científica formulada por Abdias do Nascimento;
* Compreender as conexões entre as estratégias de resistência de Maria Felipa e o legado do Teatro Experimental do Negro (TEN);
* Valorizar a Casa de Maria Felipa, no Curuzu, como espaço de preservação da memória e do patrimônio cultural afro-brasileiro.
Clique no link para saber mais ou fazer sua inscrição: https://forms.gle/dDiKk7iNjVjfp6S86
