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CONAB: Troca no modelo de assistência à saúde é crueldade

  • Conab

10/11/2022 – “É uma crueldade, um gesto indigno de qualquer gestor que queira ser lembrado enquanto tal”: a crítica dos trabalhadores e trabalhadoras da CONAB é relacionada à intransigência dos gestores da Companhia que se recusam a ouvir as demandas dos seus colaboradores(as) e a buscar formas de atendê-las de forma justa, sem que seja necessário deixar de lado os interesses da Empresa. Afinal, isso é o que se espera de um gestor, conforme estipulado nos manuais da boa administração: que saiba criar um elo forte entre a empresa e os trabalhadores, seja responsável por organizar os objetivos institucionais, planeje as metas e delegue tarefas para colocá-las em prática, mas que também preserve o engajamento e motivação das equipes que coordena.

Não é o que temos visto na CONAB. Primeiro com o desmonte e o enfraquecimento do papel institucional da empresa durante o governo Bolsonaro, com o cancelamento e descontinuidade de políticas públicas fundamentais para a segurança alimentar, o que trouxe de volta a fome e o desespero para os lares brasileiros. Depois, mas não menos importante, na decisão de desrespeitar a vontade dos trabalhadores(as) e retirar conquistas históricas da categoria, como o direito a uma saúde digna.

Como o SINTSEF-BA vem denunciando veementemente, a Companhia avançou na determinação de substituir o modelo de assistência à saúde dos seus empregados. Com a decisão, o atual plano de saúde da categoria, o SAS, será trocado pela GEAP. Os trabalhadores rejeitaram a mudança desde o início e denunciaram que a decisão é autoritária e antidemocrática, pois traz prejuízos para os assistidos, sobretudo porque se trata de um modelo já rejeitado por outros setores do funcionalismo público federal. A quem interessa abandonar um modelo já estabelecido, que atende às necessidades dos beneficiados, em função de um outro que apresenta notórias deficiências? 

Ao longo desses quatro últimos anos, a expressão “genocídio” esteve associada às práticas e políticas negligentes ou de má-fé empreendidas pelo governo Bolsonaro, que, apenas durante a pandemia, levaram à morte quase 700 mil pessoas, sem contar com as vítimas da miséria e da violência. Esse extermínio sistemático e deliberado de um grupo social não pode ser esquecido. Ao insistir na mudança, a Direção da CONAB parece querer manchar as mãos com sangue inocente, aproximando-se dessa referência e jogando perigosamente com vidas humanas (dos trabalhadores e de seus familiares).

A categoria exige respeito e, pelo menos, enquanto parte diretamente afetada, espera ter o direito a participar dessa discussão, com representação assegurada, manifestando sua vontade e votando nas decisões importantes. “A submissão absoluta à vontade de uma minoria e a expectativa de obediência inquestionável são expurgos tempos autoritários que felizmente já foram derrotados pelos anseios democráticos da nação. Voltar a esse passado sombrio definitivamente não nos interessa”, garantiu Celso Fernandes, Coordenador de Comunicação e Imprensa do SINTSEF-BA e trabalhador da CONAB. 

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