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Combate ao trabalho escravo reforça luta por direitos e dignidade

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28/01/2026 – O Dia Nacional do Combate ao Trabalho Escravo, lembrado em 28 de janeiro, marca a memória das vítimas da chamada Chacina de Unaí. Neste dia, em 2004, os auditores fiscais do Ministério do Trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, além do motorista Ailton Pereira de Oliveira, foram assassinados enquanto realizavam uma fiscalização para apurar a prática de trabalho análogo à escravidão em Minas Gerais. A data reafirma a necessidade permanente de enfrentar práticas que violam direitos humanos fundamentais e a legislação trabalhista no Brasil.  

Apesar de avanços institucionais, o trabalho análogo à escravidão segue sendo uma realidade em diversas regiões do país, atingindo sobretudo trabalhadores em situação de vulnerabilidade social. Jornadas exaustivas, condições degradantes e restrição de liberdade ainda são registradas em operações de fiscalização, revelando a urgência de políticas públicas eficazes, fiscalização rigorosa e responsabilização dos infratores.

Para o Coordenador de Assuntos Jurídicos do SINTSEF-BA, Edvaldo Pitanga, a data vai além da lembrança simbólica.

O combate ao trabalho escravo é uma obrigação do Estado e da sociedade. Não se trata apenas de punir exploradores, mas de garantir que nenhum trabalhador seja submetido a condições que atentem contra sua dignidade e seus direitos básicos.


O SINTSEF-BA destaca a importância do fortalecimento dos órgãos de fiscalização, da valorização dos servidores públicos envolvidos nessas ações e da conscientização permanente da sociedade. Segundo o sindicato, lembrar a data é também reafirmar o compromisso com um modelo de desenvolvimento que respeite o trabalho digno, a justiça social e os direitos humanos.

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