O enfrentamento ao feminicídio é urgente e exige ação concreta e compromisso público. No dia 26 de março, às 14h, será realizada a audiência pública sobre o Pacto contra o feminicídio em Salvador, no Centro de Cultura da Câmara de Vereadores. O evento é um espaço para cobrar responsabilidades, fortalecer a rede de enfrentamento e afirmar a centralidade da vida das mulheres.
O combate ao feminicídio no Brasil passa pelo enfrentamento do ódio contra as mulheres, pela educação de homens e meninos e pela superação da ausência do Estado, sobretudo em regiões onde esses crimes muitas vezes sequer são registrados.
É preciso também reforçar a importância do Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio e a integração entre os poderes e órgãos públicos para dar efetividade às ações de combate à violência contra a mulher. O Pacto é uma ferramenta de articulação e operacionalização dos objetivos, diretrizes e princípios constantes da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, a partir da adesão de estados e municípios e a participação do conjunto da sociedade.
Segundo levantamento do Senador Paulo Paim (PT-RS), numa sessão de debates temáticos no Senado, nesta segunda-feira (23), mais de 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica apenas em 2025. Em cerca de 40% dos casos, adultos presenciaram as agressões e não intervieram, e mais de 70% ocorreram na presença de crianças. O Judiciário concede cerca de 70 medidas protetivas por hora, somando mais de 600 mil por ano.
Os números assustam e traduzem uma realidade triste, preocupante.
Esclarece Erilza Galvão, Coordenadora Geral do SINTSEF-BA. Para ela, o machismo, a misoginia e uma sociedade que celebra esses valores masculinos contribuem para que as pessoas ignorem os sinais de violência que antecedem os feminicídios.
Precisamos lutar por políticas públicas eficazes, para que as vítimas não sigam desamparadas.
Participe da Audiência Pública e fortaleça essa mobilização.
Informações: Agência Senado e Agência Câmara
