O dia 2 de abril marca o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, data instituída pela Organização das Nações Unidas em 2007 com o objetivo de ampliar o conhecimento da sociedade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e combater o preconceito e a discriminação enfrentados pelas pessoas autistas.
No Brasil, a garantia de direitos é reforçada pela Lei nº 12.764, que estabelece diretrizes para a proteção, inclusão e acesso aos serviços de saúde pública, reconhecendo as pessoas com TEA como pessoas com deficiência para todos os efeitos legais.
Os transtornos do espectro autista se manifestam ainda na infância, geralmente nos primeiros cinco anos de vida, e tendem a acompanhar a pessoa ao longo de toda a vida. O TEA envolve diferentes níveis e características, podendo variar desde quadros com maior necessidade de suporte até situações em que a pessoa apresenta autonomia e altas habilidades cognitivas.
Além disso, pessoas com TEA podem apresentar condições associadas, como ansiedade, depressão e epilepsia. Daí, intervenções psicossociais baseadas em evidências, como terapias comportamentais e programas de orientação para famílias, são fundamentais para melhorar a comunicação, o convívio social e a qualidade de vida.
Para a coordenadora de Saúde do Trabalhador do SINTSEF-BA, Lucinha Felix, a data reforça a importância da informação e da empatia.
O Abril Azul é um momento de conscientização, mas também de compromisso. Precisamos combater o preconceito e garantir que pessoas com autismo tenham acesso a direitos, saúde de qualidade e inclusão em todos os espaços, inclusive no mundo do trabalho
