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CONDSEF/FENADSEF ainda luta por tratamento de saúde para intoxicados da Ex-SUCAM

24/07/2025 – Nesta terça, 22, a CONDSEF/FENADSEF e entidades filiadas participaram de audiência no Ministério da Saúde (MS), reforçando a urgência da criação de um plano de saúde para os servidores intoxicados da ex-Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (ex-SUCAM), ligada ao MS. O ministro Alexandre Padilha não pôde comparecer, mas foi representado por sua chefe de gabinete, Eliane Aparecida da Cruz. Representando a Comissão Nacional dos Intoxicados, Abson Praxedes, destacou a intenção de organizar uma marcha dos sucanzeiros a Brasília, em setembro, para reforçar essa demanda urgente.

Durante décadas, o Brasil usou inseticidas como o DDT, BHC e outros do grupo organoclorado para combater doenças causadas por mosquitos, como a malária, a leishmaniose e a febre amarela. Na borrifação das casas, foram tomados os devidos cuidados para preservar os moradores e até mesmo os animais domésticos. Mas um segmento ficou sem proteção adequada: exatamente quem estava na linha de frente na luta contra a doença – os funcionários que executavam o serviço.

Ao longo de mais de 18 anos o uso de inseticidas aconteceu de forma inadequada, sem equipamentos de proteção e sem informação dos riscos para os trabalhadores. Muitos, inclusive, dormiam e se alimentavam no mesmo lugar onde eram armazenados produtos tóxicos. Em 2011, a CONDSEF procurou a então ministra dos Direitos humanos, Maria do Rosário, para relatar esses fatos e apresentar documentos sintetizando as denúncias.

Diante da exposição, à época, a ex-ministra reconheceu que era uma situação humanitária e que, independente de comprovações cientificas, as denúncias apresentadas ensejavam violação aos direitos humanos. Como consequência, centenas de trabalhadores desenvolveram doenças relacionadas ao envenenamento – muitos deles até já faleceram – e até hoje lutam para garantir que o governo custeie o tratamento.

A CONDSEF/FENADSEF e suas entidades filiadas continuam apoiando esta luta. Em nota, a entidade afirmou que seguirá firme até que seja garantido o tratamento digno para esses servidores, que lhes assegure as condições de enfrentar essas sequelas adquiridas ao longo de sua vida laboral no setor público.

(Fonte: Condsef/Fenadsef)

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