
24/07/2025 – O SINTSEF-BA e a CUT-BA participam de diversas atividades que integram o calendário do Julho das Pretas. Criado em 2013 pelo Instituto Odara, em Salvador, Bahia, a iniciativa tem como objetivo celebrar a luta e as conquistas das mulheres negras, além de conscientizar a sociedade sobre a importância do combate ao racismo e sexismo. O nome Julho das Pretas foi escolhido em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra, Afro-Latino-Americana e Caribenha, que, por sua vez, é celebrado em 25 de julho.
Essa data marca a resistência das mulheres negras contra o colonialismo, a escravidão e o racismo. Neste dia, o Sintsef-BA destaca e homenageia o ativismo e resistência dessas mulheres. A data foi criada em 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, República Dominicana. Na ocasião, o evento refletiu sobre a identidade e o papel desempenhado pelas mulheres negras nestes continentes. Hoje, a data é um marco internacional da luta dessas mulheres, além de sua resistência e coragem no combate às diferentes formas de opressão desde o período da escravidão até os dias atuais.
Em torno das atividades do Julho das Pretas, assim como em outras relacionadas às lutas democráticas e populares por mais direitos, a CUT, suas entidades filiadas, como o SINTSEF-BA, e outros movimentos sociais e populares, atuam para promover a bandeira da igualdade de oportunidades. Através do destaque dos temas em pauta, o sindicato alerta seus (suas) filiados( as) para a necessidade permanente de combater a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe.
Uma análise mais apurada para a realidade das mulheres afro-latina-americanas mostra a vulnerabilidade e o longo caminho que ainda precisam trilhar para o acesso à cidadania plena. São as que sofrem mais diretamente as consequências da instabilidade política e econômica de nações em crise ou em guerra, apresentam o menor nível de escolaridade e as que trabalham mais, porém com rendimento mínimo, em condições precárias e de informalidade.
Daí a importância do 25 de julho, por ampliar a visibilidade da causa e fortalecer as lutas por um mundo mais justo e solidário.

