08/01/2025 – O grito de “Sem Anistia para os golpistas” voltará a ocupar as ruas do país nesta quarta-feira, 08/01, no aniversário de dois anos dos atos de 2023, que culminaram na invasão e vandalismo do Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal e Congresso Nacional, em Brasília. Muitos golpistas participantes já foram julgados, condenados e estão cumprindo pena, mas os financiadores e mentores seguem livres.
E os atentados à democracia não pararam por aí: em 2024, as investigações da Polícia Federal revelaram com detalhes que a cúpula do governo Jair Bolsonaro tramou um golpe de Estado, que incluía até os assassinatos do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Os acontecimentos fizeram reviver em diversos setores da sociedade a triste memória do golpe de 1964, que iniciou um regime de terror, com perseguições, repressão, torturas, assassinatos, arrocho salarial e aumento da dívida externa.
O grau de violência e desumanidade tanto da invasão quanto da trama do golpe não causam espanto, em vista dos discursos e práticas do ex-presidente Jair Bolsonaro e seu grupo político, de notória inclinação golpista, autoritária e avesso à democracia. Em nota, a Central Única dos Trabalhadores destacou, precisamente, que o caso extrapola a definição, já grave, de conspiração política, e avança para o crime organizado e para o terrorismo.
“Grave também constatar que essa cultura da barbárie, do desrespeito às normas de convívio social, à Constituição e até da vida contaminou parte da população que se dispõe a atuar como agentes dos golpistas como se viu nos acampamentos pós eleição, queima de ônibus em 12/12/2022, no ataque e depredação aos poderes em 08/01/23 e no solitário ato terrorista contra o STF no dia 13/11/2024, em Brasília”, destacou a CUT.
Esses ataques não podem ser naturalizados e precisam ser exemplarmente punidos. Enfrentamos um preocupante aumento da extrema direita e de suas tradicionais ferramentas de desagregação social: o autoritarismo, a violência, a precarização do trabalho, o negacionismo climático, o discurso de ódio, a xenofobia, o racismo e a misoginia.
O SINTSEF-BA defende que a resposta a esses discursos do atraso precisa vir na direção contrária, na forma de instituições fortalecidas. Acreditamos num projeto de país fundado no desenvolvimento, mas com inclusão social, valorização do serviço público e seus trabalhadores e trabalhadoras, geração de emprego e renda para reduzir o abismo das desigualdades.
Por isso, o 8/01 é dia de não esquecer: sem anistia aos golpistas! Democracia sempre!
