SINTSEF-BA é homenageado na Marcha da Consciência Negra 2021

19/11/2021 – O SINTSEF-BA será uma das entidades sindicais homenageadas na Marcha da Consciência Negra, neste sábado, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, em Salvador. A entrega dos troféus será feita a partir das 13h, no local de concentração da atividade (praça do Campo Grande, na região central da capital baiana), após a leitura do manifesto da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN) pelo Griô Gilberto Leal. É uma forma de destacar a contribuição e parceria dessas entidades na luta antirracista. Além do SINTSEF-BA, outros quatro sindicatos foram lembrados: APUB, SINDFERRO, APLB e SINDPREV.

A programação do dia contará com manifestações políticas e culturais e será iniciada logo pela manhã, às 08h, no Terreiro de Jesus, com a tradicional Lavagem da estátua de Zumbi dos Palmares, organizada pela UNEGRO.  À tarde, a Marcha sairá do Campo Grande em direção à Praça Castro Alves. Durante o trajeto estão previstas paradas estratégicas no Forte de São Pedro, para uma homenagem aos negros e indígenas mortos durante o Massacre de Canudos, e na Piedade, para celebrar a memória dos heróis mártires da Revolução dos Búzios.

Para Antônio Capila Sobrinho, Coordenador de Políticas Sindicais do SINTSEF-BA, a Marcha representa um avanço significativo da unidade dos movimentos em torno de uma bandeira de lutas centrada no enfrentamento do fascismo e da política racista do governo Bolsonaro e seus generais.  “Neste acirramento da luta de classes estão incluídos o Fora Bolsonaro, a derrubada da PEC 32/2020 da Reforma Administrativa, a resistência ao desmonte do Estado brasileiro, ao desmatamento, a grilagem de terras, as privatizações a entrega de nossas riquezas naturais ao capital rentista internacional”, explicou.  

Desde o início da década de 1970, os brasileiros têm comemorado o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro. A data foi escolhida justamente por ter sido o dia em que Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra ao regime escravocrata, foi assassinado, em 1695. Seu objetivo é fazer refletir sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e sobre a questão da igualdade racial.

É também uma data alternativa ao 13 de maio, dia em que a Lei Áurea, que aboliu a escravatura no Brasil, foi assinada pela princesa Isabel em 1888. Contudo, foi uma “abolição incompleta”, como a revisão histórica e a luta de ativistas têm mostrado, pois não garantiu assistência ou apoio governamental para o acesso a terras, educação e trabalho a mulheres e homens antes escravizados.

Para o SINTSEF-BA, o 20 de novembro serve para lembrarmos que homens e mulheres foram escravizados por não serem considerados humanos devido a sua cor, origem e pela ganância de colonizadores brancos. É preciso encarar de frente nossa ferida, assumindo esse processo e nos responsabilizando em reparar socialmente todos os danos causados à população negra em nosso país. Não silenciar a voz de homens e mulheres negras, abrir espaços em cargos de política, na mídia, nas universidades — através de políticas sociais de inclusão — e principalmente em nossas relações afetivas e sociais, são apenas algumas das coisas que podemos fazer pra sanar essa dívida e promover a equidade.

Neste 20 de Novembro, a Secretária de Gênero, Raça, Juventude e Orientação Sexual da CONDSEF/FENADSEF e Coordenadora de Formação do SINTSEF-BA, Erilza Galvão, espera que as ações possam contribuir para Enegrecer a Agenda Sindical. “O combate ao Racismo precisa ser cotidiano, pois são muito fortes as raízes do autoritarismo no Brasil. A classe trabalhadora tem cor, representa bem mais que a metade da população”, destaca. “Não haverá democracia enquanto houver racismo. E a luta sindical não será integral enquanto não incorporar o combate ao Racismo à sua agenda diária. Toda luta sindical é uma oportunidade para aquilombar a classe trabalhadora!”, conclui.

Todo dia precisa ser Dia da Consciência Negra!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *