23/10/2023 – Servidores da área ambiental de todo o Brasil estão unidos na luta pela reestruturação da carreira, pela recomposição salarial, e contra a reforma administrativa. Como os demais setores do funcionalismo público federal da base da CONDSEF/FENADSEF, eles reivindicam melhoria nas condições econômicas da carreira para superar anos de arrocho salarial. O reajuste emergencial concedido ainda é insuficiente, diante do congelamento salarial prolongado por anos. Para o SINTSEF-BA, é preciso um debate que considere a questão da sustentabilidade, incluindo, de forma mais ampla, a valorização dos trabalhadores do setor ambiental, fortalecendo as carreiras e investindo em melhores condições de trabalho.
Os servidores fazem a sua parte, enfrentando condições adversas e muitas vezes até arriscando a própria vida no confronto com setores que representam uma ameaça aos diversos biomas e ecossistemas nativos (o agronegócio, a mineração irregular e a indústria madeireira, por exemplo). Ainda enfrentam as consequências do abandono e do desmonte promovidos pelo governo Bolsonaro, que via as leis ambientais como “grilhões que impediriam a eficiência do mercado”.
O descaso com as demandas da categoria, o sucateamento provocado pela falta de investimentos e de uma política de recomposição da força de trabalho, com realização de concursos públicos e salários atraentes só favorecem a paisagem cinzenta. Lucinha Felix, Coordenadora de Saúde do Trabalhador do SINTSEF-BA, lotada no Ministério do Meio Ambiente, adverte que enquanto as conquistas e direitos dos servidores continuarem sendo ignorados, os órgãos sofrerão com a perda de sua autonomia institucional e consequentemente, o meio ambiente sofrerá danos quiçá irreversíveis.
Ainda há tempo de evitar o colapso. Meio ambiente é coisa séria. Diz respeito à nossa qualidade de vida e ao mundo que deixaremos para nossos filhos, seja qual for a nossa forma de pensar, agir e lutar. A sua proteção constitui direito fundamental de toda a sociedade brasileira. “Defender a causa ambiental é apostar no futuro do planeta e também defender a vida”, resume a Coordenadora.
