Dia do servidor tem protestos por todo o país

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28/10/2021 – O Dia do Servidor Público começou com protestos por todo o país, na luta contra a aprovação da PEC 32/2020 da Reforma Administrativa. Em Salvador, o SINTSEF-BA e outras entidades representativas dos trabalhadores do serviço público das três esferas realizaram um ato público logo pela manhã, na Praça da Piedade, região central da cidade (confira algumas fotos em nosso site e nossas redes sociais).  A categoria não tem nada o que comemorar no seu dia. Pelo contrário, a data será lembrada como mais um dia de lutas contra uma proposta de devastação tanto da carreira e da estabilidade dos servidores como do serviço público do país, mais um ataque do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) à categoria e ao povo brasileiro.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 32), da chamada reforma Administrativa, está em tramitação no Congresso e servidores de todo o país estão mobilizados para que ela não seja aprovada. “A Proposta afeta não apenas os trabalhadores, mas a todos os brasileiros que podem ficar sem serviços público gratuito e de qualidade”, explica Pedro Moreira, Coordenador Geral do SINTSEF-BA. Favorece a impunidade e os ataques a direitos. “Imagine se um governante tivesse o poder de demitir funcionários públicos que denunciassem casos de corrupção na compra de vacinas? Com a Reforma Administrativa de Bolsonaro isso será possível”, exemplificou. E ao contrário do que dizem, atuais servidores também serão atingidos e a estabilidade não está garantida, pois a PEC abre brechas para a contratação temporária sem restrições.

“Essa reforma é uma tragédia para todos os brasileiros”, alerta o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, que participa de um ato em Brasília hoje também pela manhã. O dirigente ainda ressaltou a luta da categoria: “Pressão, resistência, luta e todo reconhecimento e respeito à categoria, essencial para um país mais igual e justo”.

Mobilização da categoria

As entidades nacionais ligadas à CUT, que defendem o serviço público estão em campo para pressionar deputados a votarem contra a reforma Administrativa. Nas últimas semanas, em todas as terças, quartas e quintas-feiras, Condsef/Fenadsef (serviço público federal), Confetam (serviço público municipal), Fenasepe (serviço público estadual), CNTSS (seguridade social), Proifes (ensino superior), CNTE (trabalhadores em educação), entre várias outras ocupam os aeroportos tanto de Brasília como de outras cidades que são as bases dos deputados.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), aliado ao (des)governo Bolsonaro tenta manobrar com deputados para colocar a PEC em votação. Ciente de que não tem os 308 votos necessários, nos bastidores tenta convencer aliciar parlamentares que que votem a favor da PEC.

Mas a pressão das entidades tem feito parlamentares que votariam a favor, entenderem que o povo brasileiro vai se lembrar deles nas eleições do ano que vem como traidores do Brasil e agentes da destruição dos serviços públicos – saúde e educação, por exemplo, que são essenciais à população, em especial, aos mais pobres. É o “se votar, não volta”.

(com informações da CUT)

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