Dia da Consciência Negra

Dia da Consciência Negra

20 de novembro de 2019

Os vestígios do racismo estão em todos os lugares ao nosso redor. Estão presentes desde o pedido para dar "aquele jeitinho" no cabelo até a pressuposição de culpa por conta da cor da pele. Mas o racismo está presente também na nossa língua, afinal fazem apenas 131 anos que oficialmente foi findado o processo bárbaro escravocrata que perdurou por longos 300 anos em nosso país. Os efeitos disso não somem da noite para o dia.
  1. ✊🏾 CONSCIÊNCIA NEGRA: TIRE O RACISMO DA BOCA

Os vestígios do racismo estão em todos os lugares ao nosso redor. Estão presentes desde o pedido para dar “aquele jeitinho” no cabelo até a pressuposição de culpa por conta da cor da pele. Mas o racismo está presente também na nossa língua, afinal fazem apenas 131 anos que oficialmente foi findado o processo bárbaro escravocrata que perdurou por longos 300 anos em nosso país. Os efeitos disso não somem da noite para o dia.

Pode parecer pouco para os não-negros, mas retirar as expressões de origem racista do nosso vocabulário é mais um importante passo para a ressignificação no consciente coletivo do que é ser negro em nossa sociedade. Termos como *”mulata”* e *”denegrir”* _(a situação está preta_) são reflexos de processos históricos opressores e violentos, que não pertencem mais ao contexto em que vivemos.

Entender porque falamos o que falamos é conhecer um pouco mais da nossa história.Tirar o racismo da boca é respeitar a dor dos povos negros escravizados, a submissão a qual foram impostos, e abrir caminho para um futuro mais igualitário.

Hoje, neste dia, lembramos que homens e mulheres foram escravizados por não serem considerados humanos devido a sua cor, origem e pela ganância de colonizadores brancos. Nossa dívida histórica é não esquecer esse processo e reconhecer que, enquanto estrutura social, o racismo ainda se mantém. Precisamos encarar de frente nossa ferida, assumindo esse processo e nos responsabilizando em reparar socialmente todos os danos causados à população negra em nosso país. Não silenciar a voz de homens e mulheres negras, abrir espaços em cargos de política, na mídia, nas universidades — através de políticas sociais de inclusão — e principalmente em nossas relações afetivas e sociais, são apenas algumas das coisas que podemos fazer pra sanar essa dívida e promover a equidade.


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