27/06/2025 – Parlamentares do Centrão aliaram-se à direita tradicional e ao bolsonarismo para derrubar o
decreto do presidente Lula que propôs aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Com isso, poupam os mais ricos da tributação de suas previdências privadas e de seus gastos com cartão de crédito no exterior. Em compensação, empurram para os mais pobres cortes em programas federais dedicados à parcela mais necessitada da população.
Ao impedir isenção do IR pra quem ganha até R$ 7 mil o Congresso ataca Lula em favor dos ricos e milionários. A derrubada do IOF não foi uma derrota do governo, mas do povo brasileiro.
O decreto propôs aumentar a arrecadação sem cortar gastos com quem está na outra ponta da corda: os mais pobres. O IOF, como o próprio nome sugere, não é pago pelo cidadão comum, mas por investidores do mercado financeiro, pelos bancos ou fundos de investimento. O aumento proposto pelo governo atingiria apenas com os privilegiados, obrigando-os a reduzirem um pouco mais os seus (enormes) lucros. Tudo isso para que o governo não tenha de reduzir ainda mais as escassas verbas para a saúde, para escolas públicas e investimentos. Ou de limitar reajustes em benefícios como o BPC ou aposentadorias regidas pelo salário mínimo.
A CONDSEF/FENADSEF, que defende a taxação dos mais privilegiados, acredita que “ou colocamos os mais ricos para contribuir com o financiamento do Estado e das políticas públicas, ou vamos seguir empurrando a conta para os trabalhadores, os aposentados, os servidores da base e a população mais pobre”.
Para o SINTSEF-BA, ao não apresentar qualquer medida de compensação, o Congresso Nacional quer fingir que se mobiliza contra a alta de impostos, mas na realidade oferece à sociedade um bolo envenenado, que pode afetar a população mais pobre em favor dos ricos.
Por isso é tão importante votar com consciência, procurar se informar sobre as ideias do partido político ao qual seu/sua candidato/a está filiado/a, e à sua atuação. Quem tenta comprar votos ou oferecer alguma vantagem em troca de apoio político certamente continuará a promover a corrupção, se for eleito.
