
06/03/2025 – Agressões psicológicas? Supressão de documentos, patrimônio? Perda de condição financeira? Não seriam situações que acontecem gerando consequências/ danos emocionais, mentais na saúde e bem estar das mulheres?
Para além da agressão física, que deixa marcas visíveis, outras formas de violência não são visíveis para quem não é a vítima. Aliás, para muitas pessoas, são “mimimi” das mulheres, que, por conta desse descaso, não ganham a atenção devida e muito menos ações dos órgãos públicos para garantir dignidade, bem viver, mobilidade com segurança pela cidade.
Ao não serem vistas (e entendidas) por quem não é a vítima, diversas formas de violência/ assédio têm um peso imensurável na vida das mulheres, na maioria das vezes insuportável de carregar sozinha.
O 8 de março, Dia Internacional da Mulher, também é sobre isso: estruturar e/ou fortalecer redes de proteção, políticas públicas, ações afirmativas, protocolos de denúncia, alternativas de acolhimento são fundamentais, reforçando o caráter coletivo de enfrentamento. Assim como realizar estudos e pesquisas, levantamentos estatísticos, observatórios, muito contribuirão para objetivar situações, violências que habitam a subjetividade das mulheres
É nessa diretriz que as mulheres, historicamente, vêm marchando para falar de suas dores, se organizar, chamar a sociedade para ver as violências e assumir ações pelo seu fim. O 8 de março é o grito internacional dessa Marcha cotidiana, constante, pesada; para quantificar que atingem em cheio todos os minutos de vida das mulheres.
“O SINTSEF-BA reafirma seu compromisso nessa tarefa coletiva para acolher, informar, buscar alternativas que tornem cada vez mais visíveis, quantificadas, combatidas as atitudes, hábitos, ações que camuflem as violências contra a mulher trabalhadora”, ressalta Erilza Galvão, Coordenadora Geral do sindicato. Por isso, neste sábado, o sindicato estará junto à CUT, na Marcha do 08 de março que este ano tem como tema “Mulheres pelo fim do feminicídio, direito à cidade e ao bem viver – Vivas, livres e sem medo”. Em Salvador, a concentração será a partir das 14h, saindo do Cristo da Barra até o Farol. Junte-se a nós!






