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Movimento sindical se mobiliza em Salvador contra privatizações e desmonte dos serviços essenciais.

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Na manhã desta terça-feira, 13 de outubro de 2026, Salvador foi palco de uma importante manifestação popular e trabalhista. O Ato em Defesa das Estatais, dos Bancos Públicos e do Serviço Público reuniu diversas categorias em frente ao edifício da Petrobras (Torre Pituba), localizado no bairro do Itaigara. A mobilização, que teve início às 8h, contou com a participação ativa do Sintsef-BA (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal na Bahia) e do Fórum das Centrais Sindicais.
O principal objetivo do protesto foi alertar a sociedade civil sobre a urgência de blindar o patrimônio nacional. Os manifestantes ressaltaram o papel estratégico que instituições como a Petrobras, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o BNB desempenham na economia, no financiamento de obras de infraestrutura e na manutenção de programas sociais.

A centralidade da pauta e a união das categorias

A escolha do prédio da Petrobras no Itaigara como cenário não foi por acaso. O local carrega um histórico simbólico de luta da classe petroleira na Bahia contra o fechamento de postos administrativos e os impactos de gestões privatistas anteriores.
Abaixo, veja as principais frentes de reivindicação articuladas no ato:

Instituição / Setor Pauta Principal Defendida no Ato
Bancos Públicos Manutenção do caráter público da Caixa, BB e BNB; contra o desmonte e venda de ativos.
Petrobras Defesa da soberania energética, manutenção dos investimentos no Nordeste e valorização dos trabalhadores.
Serviço Público Federal Preservação de direitos trabalhistas, combate à precarização e garantia de serviços públicos de qualidade.

Sintsef-BA na linha de frente

Representando os servidores públicos federais no estado da Bahia, a coordenação do Sintsef-BA marcou presença firme na liderança da mobilização. A Coordenadora Geral da entidade, Erilza Galvão, e a Coordenadora de Saúde do Trabalhador, Maria Lucilene(Lucinha), reforçaram que o ataque às estatais está diretamente ligado ao enfraquecimento do serviço público como um todo.
De acordo com as lideranças presentes, a entrega de setores estratégicos à iniciativa privada visa unicamente o lucro financeiro, prejudicando o atendimento básico direcionado à população mais vulnerável.
A mobilização também ocorre em um momento de forte articulação da classe trabalhadora, que busca conter projetos de lei e discursos políticos voltados às privatizações. Os organizadores classificaram o ato como um sucesso e sinalizaram que novos protestos e vigílias itinerantes deverão ocorrer caso as ameaças ao funcionalismo e ao patrimônio do povo brasileiro persistam.

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