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Aula pública celebra 228 anos da Revolta dos Búzios

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12/08/2026 – Os 228 anos da Revolta dos Búzios serão lembrados em Salvador nesta quarta-feira, a partir das 14h. Em 12 de agosto de 1798, Salvador foi cenário de um movimento liderado por negros, artesãos e soldados que reivindicaram fim da escravidão, igualdade e autonomia política. Nos últimos anos, à exceção do período de isolamento social da pandemia de COVID/19, quando a manifestação precisou ser realizada de forma virtual, uma aula pública é realizada na Praça da Piedade, região central da capital baiana, lembrando a importância da data. A atividade é promovida pela CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras e conta também com o apoio do SINTSEF-BA.

A Revolta dos Búzios, também conhecida como Revolta dos Alfaiates e Conjuração Baiana, ocorrida em 1798, em Salvador, hoje é vista como um dos movimentos emancipacionistas mais importantes do Brasil. O movimento tinha um avançado programa de defesa dos direitos humanos, com destaque para a abolição da escravatura. Suas marcas permanecem simbolicamente presentes nas pautas antirracistas da atualidade e pela operacionalização de ações afirmativas na saúde, saneamento básico, emprego e renda, moradia e educação.

Os revoltosos pregavam a libertação dos escravos, a instauração de um governo igualitário (onde as pessoas fossem vistas de acordo com a capacidade e merecimento individuais), além da instalação de uma República na Bahia e da liberdade de comércio e o aumento dos salários dos soldados.

Em 12 de Agosto de 1798, o movimento precipitou-se quando alguns de seus membros, distribuindo os panfletos na porta das igrejas e colando-os nas esquinas da cidade, alertaram as autoridades que, de pronto, reagiram, detendo-os. Tal como na Conjuração Mineira, interrogados, acabaram delatando os demais envolvidos.

A repressão foi rápida. No mesmo dia da panfletagem, autoridades coloniais iniciaram investigações que resultaram em dezenas de prisões. Ao todo, 41 pessoas foram detidas e 33 levadas a julgamento. O processo judicial resultou na condenação à morte de quatro líderes — João de Deus, Manuel Faustino, Lucas Dantas e Luís Gonzaga — executados em 8 de novembro de 1799, na Praça da Piedade, em Salvador.

(com informações do Geledés e Alma Preta)

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