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TJBA recebe evento do Julho das Pretas em Salvador

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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) promoveu nesta segunda-feira, 13 de julho, uma atividade do calendário do Julho das Pretas. O tema central do evento foi baseado em uma frase da escritora Conceição Evaristo, “Nossa fala estilhaça a máscara do silêncio – Mulheres negras e justiça sociorracial”.

As integrantes do Coletivo de Mulheres da CUT-BA, Gilene Pinheiro, Lucivaldina Brito e Erilza Galvão, também Coordenadora Geral do SINTSEF-BA, estiveram presentes no debate, que aconteceu no Auditório Desembargadora Olny Silva, localizado no prédio-sede do Tribunal, no Centro Administrativo da Bahia.  

A ação, aberta ao público, buscou fortalecer a luta política das mulheres negras, com o debate contra o sexismo e o racismo. A expressão “Julho das Pretas” – criada pelo Odara, Instituto da Mulher Negra – consolidou-se como uma importante mobilização nacional em torno do 25 de julho, data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, instituído em reconhecimento à luta coletiva das mulheres negras por igualdade, dignidade e justiça. 

No Brasil, também se homenageia, na mesma data, Tereza de Benguela, exemplo de liderança, coragem e resistência, cujo legado permanece vivo na construção de uma sociedade mais justa.

Explica a Presidente da Coordenadoria da Mulher do TJBA, Desembargadora Nágila Brito:  

O Julho das Pretas é um movimento social e cultural que transforma esse mês em um período de mobilização e valorização das contribuições das mulheres negras para a sociedade brasileira.

Para Erilza Galvão, eventos como esse, inseridos no calendário de lutas do Julho das Pretas, não apenas denunciam as vulnerabilidades sociais que afetam desproporcionalmente as mulheres negras, como a pobreza e a violência, como põem no centro do debate público, a urgência de políticas públicas voltadas para a superação das desigualdades de gênero e raça.

[Com informações da Secom-TJBA]

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