A Universidade Federal da Bahia (UFBA) realiza nesta terça-feira, 16,um Painel acadêmico-político “Maio Baiano – 25 anos da Luta Pela Democracia na UFBA. – As lições para a manutenção da democracia em 2026”. O evento será realizado na Faculdade de Direito da UFBA, no próprio local onde, há 25 anos, em 16 de maio de 1988, a instituição de ensino foi invadida pela Polícia Militar baiana.
O ato truculento foi uma repressão a uma manifestação pacífica que pedia a cassação do então senador Antônio Carlos Magalhães, acusado de violar a lei e quebrar o sigilo do painel eletrônico do Senado durante uma votação. Cerca de oito mil pessoas participavam de um protesto, que foi violentamente reprimido pelos militares dentro e fora da instituição federal.
Estavam ali, a caminho do bairro da Graça, onde o então Senador morava, sindicalistas, estudantes, professores e setores da sociedade civil exercendo o direito democrático de se expressar, gritar basta para a forma carlista de governar com ameaças e perseguições. Hoje, um dos locais onde o confronto aconteceu se chama Viaduto 16 de Maio, a partir de um projeto da vereadora Marta Rodrigues (PT)..
A data faz parte da história da capital baiana e é um marco na luta pela democracia. Marta Rodrigues lembra que um dos episódios mais violentos no enfrentamento à PM, sob o comando do então governador César Borges, ocorreu em cima do Viaduto Nelson Sampaio. Anos depois, ela apresentou um projeto de indicação (PIN-70/2009) para que o viaduto passasse a se chamar 16 de Maio, em referência à luta travada pela democracia na capital. A proposição foi defendida pelo Conselho da Universidade Federal da Bahia, que se reuniu um dia após o episódio.
Desde esse triste episódio, a data se tornou um dos marcos pós-ditadura mais importantes em defesa da democracia e da autonomia universitária pela comunidade da UFBA, universidades públicas, sindicatos, movimentos sociais e populares e estudantis. A UFBA, uma instituição federal, foi invadida pela Polícia Militar contrariando a própria Constituição. Estudantes, professores, e demais manifestantes foram agredidos com uma força brutal da polícia porque exerceram seu direito de liberdade de expressão. Não queremos mais que se repita algo parecido na Bahia – e no Brasil.
Confira a programação no card de divulgação do evento.

(com informações da UFBA e Assessoria da Vereadora Marta Rodrigues)
Foto: Carlos Casaes – CEDOC – A Tarde
