19/03/2026 – O Dia Mundial da Água foi homenageado na Câmara Municipal de Salvador nesta quinta-feira, 19, com uma sessão regimental marcada por reconhecimento, reflexão e mobilização. Presidida pela vereadora Marta Rodrigues (PT-BA), com a presença do Deputado Estadual Marcelino Galo (PT-BA) e representantes de movimentos sociais e entidades sindicais, como o SINTSEF-BA, a sessão reforçou a importância da água como direito essencial e a necessidade de preservação dos recursos naturais. Dirigentes do Sindae e especialistas também alertaram para os desafios no acesso à água e os riscos da privatização no setor.
A atividade integra o calendário institucional da Casa e amplia o debate sobre o uso sustentável da água e o acesso democrático a esse recurso fundamental. A água é um recurso fundamental para a sobrevivência do ser humano. Ainda que 70% do planeta Terra seja coberto por ela, apenas 1% desse volume é considerado potável. Da pequena parte hídrica que é adequada para consumo humano, 12% fica no Brasil, sendo 70% dessa água doce concentrada na Bacia Amazônica. O restante está distribuído de forma desigual – o Nordeste, por exemplo, possui somente 5% das reservas brasileiras de água doce, sendo que grande parte desse volume é subterrâneo e com alto teor de sal.
Neste dia 22 de março, Dia Mundial da Água, temos muito pouco a comemorar. O Brasil ainda enfrenta as consequências de um intenso processo de privatizações de suas empresas de saneamento. Em 2020, o governo federal, na gestão de ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), aprovou a lei da privatização, e com isso, a água deixou de ter um viés social, de atender a vida das pessoas para se transformar em mercadoria onde a empresa que “vence uma concorrência” tem o poder de decidir quem terá água para beber ou não.
Como consequência, assistimos à piora na qualidade dos serviços, ao aumento abusivo de tarifas e à exclusão das pessoas mais pobres que vivem nas comunidades, nos morros, nas áreas rurais e nos quilombos. Por isso, os trabalhadores e trabalhadoras de todo o país aproveitam a data para intensificar os protestos contra esse processo de financeirização de um recurso natural tão importante.
“Somos contrários à privatização dos serviços, bem como as demissões em massa dos trabalhadores (as) do setor visando reduzir custos e garantir maiores lucros e altos salários para os dirigentes das empresas”, observou Erilza Galvão, Coordenadora Geral do SINTSEF-BA.

(com informações da Câmara Municipal de Salvador e Outras Palavras)

