19/11/2025 – O SINTSEF-BA estará ao lado da CUT Bahia e outras entidades filiadas à Central, movimentos sociais e populares, na 46ª Marcha da Consciência Negra, que acontece no dia 20 de novembro, em Salvador, com concentração a partir das 14h, no largo do Campo Grande, região central da capital baiana. Em Feira de Santana, o Núcleo Nordeste do sindicato é uma das entidades organizadoras da caminhada, que terá concentração pela manhã, a partir das 08h30, na Praça do Terminal Norte, no bairro da Cidade Nova. Organizada pela Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN), a caminhada deste ano homenageia duas referências fundamentais na luta antirracista: Lélia Gonzalez e Frantz Fanon.
A celebração da memória negra é fundamental para a sociedade, pois garante o reconhecimento e a valorização da contribuição histórica e cultural da população negra na formação do nosso saber, além de ser um instrumento poderoso no combate ao racismo e na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Por isso, a Caminhada destaca o centenário de nascimento de Frantz Fanon (1925-1961), psiquiatra, político e filósofo da Martinica, uma das referências mais influentes no pensamento antirracista e anticolonial. Por sua vez, Lélia Gonzalez (1935-1994), completaria 90 anos em 2025 e continua representativa nos debates de gênero, raça e classe no Brasil e no mundo. Seu trabalho como professora, autora, ativista, filósofa e antropóloga brasileira segue vivo e inspirando as lideranças do feminismo negro.
A celebração do 20 de novembro resgata séculos de luta, sofrimento e resistência da população negra, destacando figuras e eventos muitas vezes ignorados ou minimizados pela narrativa histórica tradicional. Para a Secretaria de Combate ao Racismo da CUT-Bahia, é momento de reafirmarmos nossa história, nossa resistência e o compromisso com a construção de uma sociedade verdadeiramente igualitária.
“A Marcha da Consciência Negra Zumbi-Dandara dos Palmares é um ato político que reafirma a luta contínua Antirracista e Panafricanista.”
Destacou Antônio “Capila” Sobrinho, Coordenador de Políticas Sindicais do SINTSEF-BA.
“Esse debate é uma questão central para a democracia brasileira e mundial. Enquanto negros e negras não tiverem os mesmos direitos e acesso aos espaços de poder, seguiremos lutando para mudar essa realidade.”
Concluiu Sobrinho.
