18/09/2026 – Nos próximos dias, em meio a muitos desafios, teremos eleições para a renovação dos mandatos dos legislativos e executivos estaduais e federais. Nossa democracia cresceu e amadureceu, mas muito ainda há de ser feito. Vivemos em um país de profundas desigualdades sociais, com carências em serviços públicos essenciais, como saúde, educação, habitação e segurança pública. Temos muito a caminhar no desenvolvimento das nossas potencialidades econômicas de forma sustentável. Pleitos por maior respeito e igualdade de condições em matéria de raça, gênero e orientação sexual ainda estão longe de ser atendidos com a devida plenitude.
Partindo desse princípio, o SINTSEF-BA, a CUT e a CONDSEF/FENADSEF consideram necessário que a categoria vote em peso em candidatos (as) a presidente, governador, senadores e deputados (as) estaduais e federais realmente comprometidos (as) com o avanço dessas pautas, bem como com a manutenção e a ampliação de serviços públicos de qualidade e com a valorização dos servidores e servidoras.
As entidades orientam as trabalhadoras e os trabalhadores de suas bases a pesquisarem as atuações passadas desses(as) candidatos (as) ou dos seus partidos e até mesmo questionarem sobre sua posição em relação a temas como aprovação do fim da escala 6×1; imposto sobre as grandes fortunas, fim dos privilégios tributários, fim do arcabouço fiscal; revogação das reformas da Previdência e Trabalhista; direito à negociação coletiva no setor público; reforma administrativa; piso salarial para servidores da administração pública; equiparação dos benefícios entre os três Poderes entre outros.
É preciso ter cuidado para não votar nem candidatos(as) que querem retirar direitos dos servidores, como a estabilidade, e acabar com os concursos públicos, entre outras mudanças que escancaram as portas do serviço público para a privatização do setor. E mesmo assim, presidentes e governadores progressistas precisarão de uma base de apoio sólida, por isso é importante o voto consciente, em candidatos (as) de esquerda, que darão suporte aos projetos que nos interessam.
Também é preciso atenção para não votar em quem ataca a ordem democrática. Assistimos, há quase quatro anos, a desvarios autoritários de uma tentativa de golpe de estado, que queria assassinar o presidente Lula eleito democraticamente e seu vice, Geraldo Alckmin, com o apoio de determinados círculos militares. As tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições fracassaram, garças a uma aliança e atuação enérgica dos três poderes.
Os adversários da democracia foram presos, julgados e condenados. Soubemos deixar de lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem democrática. Não vote em quem quer acabar com ela, ou com o serviço público e seus trabalhadores (as). Não podemos vacilar. A hora é essa.
