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13 de maio: a história real reflete a realidade atual.

13/05/2024 – Neste 13 de Maio de 2024, o Brasil completa 134 anos da falsa abolição da escravatura no Brasil. Nenhum direito ou condições necessárias para reintegração social, econômica e política dos milhões de africanos arrancados de sua terra natal para serem escravizados em um processo tortuoso e desumano foram assegurados em 1888, quando foi assinada a Lei Áurea, e, por meio de decreto, libertava os escravos no país.

Tão importante quanto falar da falsidade desta data é refletir sobre o 14/05, o dia seguinte, quando negros e negras foram jogados à própria sorte, sem ninguém os querendo ver e assistir; quando os tentáculos do racismo estrutural mudaram suas facetas para continuar vigiando e acorrentando, algemando, chicoteando, violentando o povo preto. Para continuar invisibilizando sua história, sua identidade, sua humanidade. De tumbeiros a senzalas, a favelas, a camburões, a milícias.

Mais de um século depois, o combate à discriminação racial e a desigualdade social que afetam os negros e negras brasileiros continua sendo prioridades que estão na agenda de todos os movimentos populares e sindical que lutam para construir uma nação mais justa e inclusiva, onde todos tenham seus direitos alcançados e respeitados.

O SINTSEF-BA, a CUT e a CONDSEF/FENADSEF, que sempre denunciaram esta infeliz realidade como injusta e inadmissível, não poderiam deixar de fazê-lo, mais uma vez. A escravidão no Brasil, assim como em diversas nações espalhadas pelo mundo, foi tão cruel e desumana que, mesmo passados quase um século e meio da sua abolição, as suas consequências ainda são bastantes e duramente perceptíveis.

A pobreza, a violência e a discriminação que afetam, diariamente, a população negra são um reflexo de uma sociedade que normalizou o preconceito, deixando-os às margens das comunidades e excluídos do direito à sociedade. As consequências da história real evidenciam as causas da realidade atual.

Mesmo com o fim oficial da escravidão, a cor da pele continuou sendo o símbolo constante da discriminação e dos preconceitos, com isso, os negros se viram obrigados a buscar moradia em regiões precárias e afastadas dos bairros centrais das cidades, sem meios para obtenção do sustento para suas famílias.

Por isso é que hoje somamos novamente a nossa voz aos que se juntam neste dia para lutar contra o preconceito, a discriminação racial e por uma nação onde todos sejam realmente respeitados e livres.
(com informações da CUT)

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