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22/08/2019
Em plena vitalidade, SINTSEF-BA dá início às celebrações dos seus 30 anos

22/08/2019 - O SINTSEF-BA iniciou ontem, 21, em sua sede, em Salvador, as celebrações dos seus 30 anos com um debate sobre a Reforma da Previdência e suas implicações na vida dos trabalhadores. Na próxima quarta-feira, 28 de agosto, o SINTSEF-BA completa 30 anos de fundação e está desenvolvendo uma série de atividades para marcar esta data tão importante em sua história.

“A nossa entidade sindical chega aos seus 30 anos reafirmando os compromissos firmados com sua base desde o início, quando foi fundado. Com força e determinação, o SINTSEF-BA permanece fiel à sua essência e orgulha-se de sua trajetória. Nossa história é marcada pela defesa incondicional dos direitos dos trabalhadores, da luta para preservar e garantir direitos, o diálogo com a sociedade e a defesa do serviço público, gratuito e de qualidade”, afirmou Pedro Moreira, Coordenador Geral do SINTSEF-BA.

O debate de ontem atraiu os filiados, que lotaram o auditório e puderam esclarecer dúvidas a respeito da PEC 06/2019 e as consequências de sua possível aprovação. A Supervisora Técnica do DIEESE, Ana Georgina Dias, atendeu o convite da direção do sindicato e fez uma apresentação dos principais destaques da proposta que já está sendo discutida no Senado, após a aprovação em dois turnos na Câmara dos Deputados, em julho.

Ana Georgina alerta que é preciso ter cuidado com as pequenas vitórias que conquistamos graças a nossa pressão na votação na Câmara. “O governo não se conforma com a exclusão da proposta de criar um regime de capitalização para as aposentadorias. A ideia, rejeitada no texto original, pode voltar a qualquer momento como um projeto isolado no Congresso” lembra. Por isso é que a mobilização precisa continuar e ser ampliada até que essa reforma seja efetivamente derrotada. Lucrativa para os bancos, a capitalização é extremamente prejudicial aos trabalhadores e já fracassou em 60% dos países que a adotaram, alerta pesquisa da OIT.

Não há garantias de retorno do dinheiro investido ao longo dos anos em atividade, caso a instituição financeira encarregada venha a falir, por exemplo. O Chile, um desses países que adotaram o sistema, enfrenta hoje o problema do elevado índice de suicídio na população idosa. Décadas após terem a previdência reformada nesses moldes pretendidos pelo governo Bolsonaro, os aposentados chilenos recebem entre 40 e 60% do salário mínimo.

Confira no anexo os slides da apresentação de ontem que resumem os principais pontos da Reforma em seu atual patamar de tramitação, no Senado.