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12/08/2019
No Dia Internacional da Juventude, entidades reforçam importância do diálogo e da participação.

12/08/2019 -  Amanhã, 13 de agosto, a juventude sairá às ruas mais um "Tsunami da Educação", de braços dados com centrais e entidades sindicais, movimentos sociais e populares, contra os cortes de verbas e também em protesto contra a Reforma da Previdência e o autoritarismo desse governo retrógrado que ameaça a democracia. Em Salvador, a concentração será às 9h, no Campo Grande. No Dia Internacional da Juventude, comemorado hoje, a Internacional de Serviços Públicos (ISP) divulgou uma mensagem e um vídeo em sua conta no Facebook para celebrar a data e convocar à construção da defesa dos diretos da classe trabalhadora. A entidade avalia que os ataques aos direitos trabalhistas estão flexibilizando, precarizando o trabalho da juventude que está sendo inserida no mercado de trabalho com total incerteza e sem proteção às novas gerações. "É na juventude que está presente toda a força e determinação para a busca de um futuro melhor", diz a ISP.

O SINTSEF-BA também acredita nesta luta e procura ampliar o diálogo com os jovens, para trocar experiências e ampliar as possibilidades de resistência. Em 2018, o SINTSEF-BA participou do pré-elançamento do Coletivo de Juventude da CUT, em Salvador. O evento cumpriu uma das etapas do projeto Educação Sindical e Organização de Jovens Trabalhadoras e Trabalhadores no Brasil, que tem a CUT Nacional como entidade proponente em parceria com a DGB (central sindical alemã). O sindicato também esteve presente no lançamento do coletivo de jovens da CONDSEF/FENADSEF, em 2018. 
 
Nessas atividades, os debates giraram em torno da importância de discutir a conjuntura política, estimular a participação social e a renovação no movimento sindical. Entidades como o SINTSEF-BA, A CONDSEF/FENADSEF, a CUT e a ISP buscam com essas atividades garantir a participação dos jovens nos movimentos de lutas por mais direitos e avanços nas reivindicações. 
 
No Brasil, as demandas juvenis estão cada vez mais inseridas na pauta de reivindicações mais urgentes das políticas públicas, como o combate ao racismo e o fim do extermínio da juventude negra. Ganharam força a partir de 2005, com a implementação da Política Nacional de Juventude (PNJ), que permitiu, em quase uma década, avanços importantes, como o aumento do número de jovens no ensino superior, a retirada de milhões deles das condições de miséria e pobreza e a criação de mecanismos de participação social, a exemplo dos Conselhos e Conferências Nacionais. 
 
Esses avanços foram freados pelo atual governo, onde o presidente já declarou textualmente que quer desestimular a participação política dos jovens nas escolas. Propositadamente, Bolsonaro quer confundir a participação política com a filiação partidária. São coisas diferentes. Direitos universais como a saúde, educação de qualidade, oportunidades de trabalho, moradia, aposentadoria, lazer e segurança não brotam do chão e nem se consolidam pela simples boa vontade de pessoas ou instituições. Eles são construídos  graças à participação política da sociedade nos debates, em diversos fóruns, por muito tempo, para só então, graças ao diálogo, mobilização e pressão, se consolidarem em políticas públicas como as conhecemos. Como parte fundamental da sociedade, o jovem também tem direito a dizer o que pensa e reivindicar um futuro melhor para si.
 
Os desafios propostos para a juventude são imensos no mundo de hoje: num cenário de valores cada vez mais excludentes e individualizados, é preciso cada vez mais afirmar a importância da luta por direitos e igualdade de oportunidades.  O SINTSEF-BA reforça a opinião da CUT, de que a juventude é hoje um dos fatores mais importantes para que as entidades possam renovar suas ações, construir novas práticas e, a partir disso, fortalecer cada vez mais o projeto de país que queremos:  soberano, inclusivo e popular, que dialogue com toda a classe trabalhadora. Sigamos juntos e na luta!