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16/07/2019
CONDSEF vai sugerir à CUT nova Greve Geral contra a Reforma da Previdência.

16/07/2019 - A Condsef/Fenadsef e suas filiadas vão encaminhar à CUT uma sugestão para realização de mais uma Greve Geral que siga mobilizando a classe trabalhadora contra essa reforma injusta que retira direitos e não combate privilégios como o governo tenta vender à população brasileira. A sugestão veio da último encontro do Conselho Deliberativo de Entidades, realizado em Brasília, na sede do Sindsep-DF, na última sexta-feira, 12/07, que contou com a participação de dirigentes do SINTSEF-BA. 

O objetivo é intensificar a mobilização e a pressão na sociedade até que a Reforma seja derrotada. O texto-base foi aprovado em primeiro turno, mas ainda há muita luta pela frente. A Reforma ainda não foi aprovada. Com o recesso parlamentar, há tempo de ampliar a luta e a organização dos trabalhadores. Ainda há votação no 2o turno, onde novamente o governo precisa de 308 votos para que então o texto siga ao Senado
 
Pesquisa do Datafolha feita há pouco tempo apontou que somente 17% dos brasileiros se dizem bem informados sobre o que propõe a reforma da Previdência. É inadmissível que um projeto de tamanha complexidade que altera direitos constitucionais seja votado sem o devido e amplo debate com a sociedade e tenta ser aprovado por meio de acordos e conluios às pressas e à portas fechadas para o povo. 

Na sexta-feira, 12, em Brasília, estudantes e trabalhadores se reuniram na Esplanada dos Ministérios em defesa da Previdência Pública e o direito a aposentadoria dos brasileiros. A expectativa é de que a mobilização continue crescendo e a resistência seja ampliada. Muitos parlamentares que votam contra a reforma alertam que estão buscando ao máximo defender o direito dos trabalhadores garantindo que haja tempo para votar temas tão importantes e que afetaram profundamente a vida e o futuro dos brasileiros. Mas o alerta é que sem mobilização permanente do povo a tendência é que o rolo compressor continue a passar em cima dos direitos da classe trabalhadora, direitos conquistados a duras penas. 

Ações para resistir
A derrota no 1o turno da Câmara não é o fim dessa jornada. Ao contrário. Há um longo caminho de batalhas que ainda existe pela frente. Mais do que nunca, os brasileiros precisam todos se empenhar para barrar essa proposta e defender o direito à aposentadoria. Este empenho vem em diversas frentes. Damos abaixo algumas ações importantes:

1. Informe-se sempre. A base de uma sociedade igualitária reside especialmente na democratização da informação, tantas vezes restrita às elites intelectuais;

2. Tenha paciência para conversar com outras pessoas sobre os impactos reais da reforma da Previdência. É no diálogo que conscientizamos a população sobre a verdade;

3. Pressione seus deputados e senadores para votarem contra a reforma, mandando e-mails, telefonando para os gabinetes, pressionando nas bases;

4. Compartilhe conteúdos contrários à reforma pelas redes sociais, especialmente em grupos de WhatsApp. Garanta sempre que os conteúdos compartilhados sejam de qualidade e de fontes confiáveis para não cair em fake news;

5. Participe de atos em defesa da aposentadoria sempre que houver chamado.  
 
(Fonte: Condsef)